Os trabalhadores dos STCP cumprem mais um dia de greve, em luta por um acordo de empresa. 300 deles protestaram junto ao ministério das Obras Públicas.
"Já há dois anos que andamos nesta luta e vamos continuar a lutar para que o AE em vigor se aplique à esmagadora maioria dos trabalhadores e seja respeitado", declarou Victor Pereira, presidente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), à agência Lusa.
Os trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) que, nos últimos três meses, vêm fazendo greves regularmente, lutam contra alterações ao horário de trabalho, "que não só põem em causa a saúde dos trabalhadores, principalmente dos motoristas, como põem em causa a própria segurança rodoviária", segundo Victor Pereira.
A greve e a concentração foram convocadas por Fectrans, Sindicato Nacional dos Motoristas, Comissão de Trabalhadores dos STCP e Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte.
Quando os seis autocarros, que transportaram os cerca de 300 trabalhadores dos STCP para a concentração junto ao ministério das Obras Públicas em Lisboa, saíram do Porto a participação na greve era da ordem dos 75%, segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas.
O presidente da Fectrans declarou ainda à Lusa: "Estamos disponíveis para negociar, não queremos é que nas costas dos trabalhadores e nas costas dos motoristas sejam organizados horários de trabalho de forma a que os trabalhadores estejam seis e sete horas a conduzir seguidas, que estejam 15 horas ao serviço da empresa, que não tenham tempo para descansar".
Os sindicalistas criticam a falta de negociação por parte da administração e admitem endurecer as formas de luta.