O Bloco de Esquerda não esteve presente no encontro do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e com representantes dos grupos parlamentares. Em declarações à agência Lusa, o deputado Fernando Rosas disse que a democracia em Angola está por realizar e que Eduardo dos Santos "não é bem-vindo a Portugal".
Fernando Rosas acusou ainda o regime angolano de ser "oligárquico, assente na corrupção e com chocantes desigualdades sociais" e acrescentou:
"O Estado Português deve ter relações com Angola, mas não pode desconhecer o que se passa neste país, nem muito menos aproveitar-se dele, assumindo uma visão exclusivamente pragmática com ausência de valores".
A Amnistia Internacional-Portugal (AI), entretanto divulgou uma Carta Aberta ao Presidente da República e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, onde chama a atenção para três questões:
"- Os desalojamentos forçados;
- O julgamento injusto de Fernando Lelo (que a AI considera um prisioneiro de consciência).
- Constrangimentos às Organizações da Sociedade Civil".
Na carta a AI apela ainda ao presidente de Angola para que conceda vistos de entrada "ao staff do Secretariado Internacional da Amnistia para visitarem Angola e discutirem com as Autoridades relevantes os assuntos relacionados com os direitos humanos".