Sabemos tudo sobre a Pide, conhecemos ao pormenor conspirações e traições do Estado Novo. Estranhamente sabemos menos do que o Estado Novo fazia às claras para controlar a sociedade. No entanto, a meu ver, estes meios de controle contribuíram mais para que o regime se mantivesse ao longo de 48 anos.
A capacidade de renovação da esquerda será uma das melhores garantias contra o crescimento do fascismo. O saber apontar e lutar contra os problemas atuais, a superconcentração capitalista, a desregulação de horários de trabalho, a desregulação e decadência de serviços públicos.
Impulsionado pelo balão de ar quente da recuperação de tempo de serviço dada aos professores em pré-campanha eleitoral, o atual ministro da educação chegou a ser apresentado como o “melhor de sempre”. Agora que a campanha acabou podemos ter um vislumbre das políticas educativas.
Podemos esquecer a época colonial, os descobrimentos (mesmo aceitando a palavra)? Claro que não, mas ter deles uma visão mais alargada, menos nacionalista que compreendesse a visão do “outro”. É também da continuação desta visão neocolonialista que a extrema-direita se alimenta.
O rapaz de Sacavém, quando a localidade perto de Lisboa, era um centro industrial, foi um fotógrafo da vida, um fotógrafo de pessoas, da mais simples e sem status, a todas as figuras importantes da política ou das artes.
Lá está ele, num cartaz à beira de uma rotunda (aliás em muitas) o homem mais anti sistema, Veste-se e apresenta-se como pessoa poderosa, ou seja mais um do sistema, mas tudo faz parte da encenação e é importante desmanchá-la.
Não haverá paz sem o reconhecimento (ou o extermínio, como muitos pretendem em Israel) dos direitos do povo palestiniano, é isto e não a guerra santa que a comunidade deve procurar. Será a única forma de terminar o mais duradouro foco de conflito posterior à 2ª Guerra Mundial.
As jornadas europeias de património de 20 a 22 de setembro são uma ocasião para refletir sobre as políticas de património, assunto bastante esquecido ou maltratado em Portugal hoje. Como quase sempre, estas políticas não são neutras, nem se limitam a conservar pedras velhas.
Hoje é habitual ligar a esquerda a regimes totalitários e repressivos. A expressão ditadura do proletariado simboliza-o. Há razões históricas que o justificam, mas é preciso entender esse passado e relançar o debate sobre ditadura, democracia e a sociedade que queremos.