Paralelos e lições do passado
Vai sendo um lugar-comum a comparação entre os anos 1920/1930 e a atualidade no que diz respeito à extrema-direita. Também se apontam diferenças, há um século vestiam uniformes negros e camisas castanhas e agora usam fatos Hugo Boss. Nota, a empresa de Hugo Boss fabricou os uniformes negros das SS, usando trabalho escravo. Tirando esta irónica coincidência, é óbvio que as diferenças são muitas. As sociedades mudaram muito entre 1926 e 2026, mesmo assim podemos tentar entender a ascensão do fascismo e o que se fez para a vencer ou conter.
O exemplo português não nos serve para muito. Os 48 anos de ditadura iniciaram com um golpe militar de velhos generais, a incapacidade destes permite a Salazar dar o seu golpe palaciano e ficar com o poder absoluto. Só depois, com uma geração em que se notabilizaram Marcelo Caetano ou Baltazar Rebelo de Sousa, o regime se aproxima dos de Hitler e Mussolini com a criação da Mocidade Portuguesa e da Legião.
Conhecemos os exemplos de Itália e da Alemanha, em que movimentos de massas descontentes tomaram o poder ante a passividade e/ou conivência dos poderes burgueses tradicionais e muitos erros da esquerda, mas conhecemos menos outros países em que também tomaram o poder, como a Hungria e a Roménia, ou a existência de movimentos fascistas não tâo bem-sucedidos na França e Reino Unido, entre outros.
A luta contra o fascismo e o nazismo nos anos 1920/1930 é, sobretudo, marcada pelo fracasso, um fracasso que custou dezenas de milhões de vidas para uma derrota que veio de uma terrível guerra. Mesmo nessa guerra, a vitória só foi possível por uma união de países e forças que foram do heroísmo do povo da União Soviética ao poderio industrial americano e a resistência em muitos países.
O caso alemão é, provavelmente o que merece mais atenção. O Partido Nazi foi crescendo ao longo de mais de uma década até tomar o poder. O seu embrião são as milícias que combateram a revolução spartaquista imediatamente após a 1ª guerra mundial. Apresentava-se com uma retórica anti-elites e anti-capitalista que pretendia chegar à classe média baixa, descontente com as dificuldades do pós-guerra.
A sua principal marca era o ultra-nacionalismo, um tema fácil quando a Alemanha tinha sido humilhada no tratado de Versalhes, mas rapidamente passou a uma militarização e culto da violência (fácil tendo em conta a sua origem), ao racismo e xenofobia. O inimigo interno foi encontrado nos judeus. Apesar do discurso anti elite, o apoio da grande finança e da grande indústria alemã fazia-se sentir.
No início dos anos 30 eram uma força política importante, com uma notável capacidade de mobilização de massas, as dificuldades causadas pela grande depressão, desemprego, hiperinflação, do final dos anos 20 fortaleceram-no. O discurso anti elites, anticapitalista, atenua-se em favor do discurso antissemita, mas também contra tudo o que fosse pensamento, cultura e arte. Como sabem, Hitler acabou por subir ao poder na sequência de eleições, não por as ter ganho, aliás o crescimento do nazismo teria acabado, mas por via da cedência da direita tradicional.
Mas não foi só a direita tradicional a capitular, a social-democracia foi muito ineficaz na sua oposição, mas o Partido Comunista, erigindo a social-democracia em inimigo principal, dizendo que era igual ao fascismo, socialista nas palavras, mas fascista nos atos, ou seja, social-fascista, muito ajudou Hitler. Foi uma tática definida a partir da 3ª Internacional, a que se chama 3º período.
A lição parecia aprendida, a mesma Internacional Comunista, no seu Congresso de 1935, passa a defender políticas de unidade com os partidos socialistas e com alguns partidos burgueses, as Frentes Populares, porém estas também não evitam a vitória do fascismo. Em Espanha estava derrotada em 1936 (numa guerra civil com enorme empenho dos fascistas e nazis), em França a Frente Popular foi ficando cada vez mais à direita e acaba a perseguir os comunistas, mesmo antes da ocupação nazi.
Depois da subida de Hitler ao poder, as principais potências não fizeram o necessário para evitar o seu perigo, não queriam extremar as coisas, queriam evitar os conflitos, acabaram por entrar em confronto quando Hitler estava suficientemente forte e escolheu a guerra. Permitiram que, ao contrário do estabelecido no tratado de Versalhes, a Alemanha se armasse. Permitiram a invasão da Checoslováquia e a passeata triunfal pela Áustria. Estaline vai-se associar a Hitler, sob a capa de um tratado de não agressão, para repartir a Polónia, estados bálticos e Roménia. A um de setembro de 1939, Hitler invade a Polónia e começa a guerra. A 17 de setembro é a altura de Estaline invadir a Polónia para posições quase coincidentes com as fronteiras entre a URSS e a Polónia depois de 1945.
Os primeiros anos de guerra mostram uma superioridade militar devastadora por parte dos Nazis, a França, que resistiu 4 anos na Grande Guerra, caí em poucos dias, depois de esmagar os Países Baixos e a Bélgica. O país que mais tempo resistiu foi a Noruega, dois meses. A primeira derrota de Hitler dá-se nos ares do Canal da Mancha, a aviação britânica consegue derrotar a aparentemente mais poderosa Luftlwafle.
Em 1941, Hitler invade a URSS e, em poucos dias, consegue destruir a maior parte da sua aviação, não levando muito tempo para estar às portas de Moscovo e Leninegrado. Até que, ao fim de 10 anos de vitórias políticas e militares o vento começa a mudar. As tropas nazis ficam à porta de Moscovo, não conseguem conquistar Estalinegrado e vão sendo derrotadas na URSS, mas também no Atlântico, no Norte de África, em Itália e, depois do desembarque da Normandia, na frente ocidental. No início de 1945, os combates travam-se em solo alemão. Em maio, Hitler está vencido e morto.
Os custos do nazismo são imensos. A Europa destruída, mais de 20 milhões de cidadãos da URSS mortos, incluindo cerca de 25% dos Bielorussos e 15% dos Ucranianos, mais de 7 milhões de alemães e cinco milhões de polacos. Seis milhões de judeus são assassinados nos campos de concentração.
Os Herdeiros
Mesmo que hoje ninguém (enfim excluindo Trump) fale em invadir, ocupar, exterminar, lembremos que nada disso estava no discurso inicial. Estavam elementos que hoje também estão presentes, o ultranacionalismo com recurso a uma história mítica ou mistificada, o ódio ao estrangeiro, o apelo a uma raça nacional. Finalmente o ataque à corrupção e às elites, quando estas estão na sombra a manipular.
Passemos para Portugal hoje. Além de grupos abertamente neofascistas, como o 1143 que se pretende constituir numa milícia armada e que tem um cadastro de violência, temos outros que vão do Ergue-te ao grupo de um tal Afonso que parece saído do tempo dos primeiros Afonsos (sim esses, os do condado), temos o Chega que não se diz fascista, e que muita gente à direita diz que não o é, mas que vale uma análise por si próprio.
- A famosa expressão dos três Salazares é uma das muitas em que não se esconde a veneração pelos 48 anos de ditadura. A comparação da ditadura com os tempos atuais (50 anos de socialismo, 50 anos de corrupção, 50 anos a destruir Portugal) é, aliás central no discurso do Chega. O Estado Novo é envolto numa utopia que não só esquece aspetos políticos, liberdade, presos políticos, censura; como toda a vida quotidiana das pessoas;
- Ultranacionalismo: Os “portugueses primeiro”, os gritos de “Portugal, Portugal”, a veneração por uma história da qual se apaga o que não possa ser motivo de orgulho, para ficar só com as glórias. Assunto como a escravatura passaram a ser tabu. Também se criam versões fantasiosas como a “nação templária”, o Colombo português ou o descobrimento da Austrália. Um dos grupos chama-se 1143, outro refere Viriato.
- Um povo, uma raça, saindo de uma tradição das últimas décadas do Estado Novo que defendia uma nação plurirracial (embora isso estivesse longe da verdade), cria-se a imagem de uma raça portuguesa, descendentes de Viriato, talvez. Isto seque-se a um início em que se proclamava que “os portugueses não são racistas” e faz parte de políticas de discriminação. Há os portugueses de primeira, brancos e com nomes tradicionais portugueses e os de segunda mais escurinhos.
Três salazares
Uma enorme esfregona limpa toda a negatividade de 48 anos de ditadura. Portugal era rico, próspero, tinha enormes reservas de ouro, não devia dinheiro ao estrangeiro em tinha corrupção ou crime. Só há uma verdade aqui, as reservas de ouro, só que Portugal tem hoje as 14ª maiores reservas de ouro do mundo. Relembra-se, como na famosa “Lição de Salazar”. Os feitos e obras do regime, das escolas dos centenários, à “Ponte Salazar” feita com “engenharia e capitais portugueses. Na verdade, quer a engenharia, quer os capitais eram americanos, e o regime caracterizava-se mais por uma forretice conservadora do que pelo progressismo de obras públicas.
Creio que o próprio Salazar que era, antes de mais, um conservador, que queria manter o país tradicional e poupar dinheiro se sentiria insultado com a visão de progresso e de futuro que alguns dos seus saudosistas dele dão. Salazar era criar galinhas no quintal, era o manter da ruralidade e das tradições (tantas vezes inventadas), não eram as flechas de prata Mercedes e Auto-Union que, batendo records de velocidade, aumentavam o prestígio de Hitler.
Este discurso agradou primeiro a alguns do maior grupo de descontentes do 25 de abril, os “retornados”, que se sentiram traídos com o 25 de abril e a independência das colónias. É, porém, uma raiva mal dirigida, a maior parte foi para África depois de 1945, muitos depois do início da guerra, num movimento fomentado por Salazar, quando tudo fazia prever o que viria a acontecer. Por muita originalidade histórica que o regime reivindicasse, o facto é que depois da 2ª guerra mundial os impérios coloniais caíram que nem castelo de cartas, o mesmo aconteceria inevitavelmente ao português.
Junta-se a este um novo grupo, nascidos nos anos a seguir à revolução, não conhecem o que está para trás (uma grande falha da escola e da sociedade). São formados numa cultura machista em que o futebol é central, muitos abandonaram a escola precocemente e têm grandes falhas de cultura política, histórica e científica. O ambiente do futebol e das claques legitima a javardice e a misoginia. De um ponto de vista liberal são falhados que não conseguiram vencer na vida. Esmagados pelo dia a dia, pelas contas a pagar, pela precariedade no emprego, ressentem-se das elites, em especial da política (uma cambada de ladrões e corruptos) e sentem-se ameaçados pelos que estão pior que eles: ciganos, imigrantes, enfim “subsídio-dependentes”.
Os últimos 50 anos foram de progresso estonteante, em todos os indicadores de desenvolvimento, Portugal passou do quase terceiro mundo a indicadores de país desenvolvido. Mortalidade infantil, longevidade, educação, saneamento básico progrediram imenso, mesmo a alimentação com um aumento do consumo de carne e de lacticínios sofreu uma enorme transformação. Isso tem custos que não se podem ignorar, o modo de vida tradicional, os pequenos negócios, a vida da aldeia, são coisa do passado. Isso provoca a insegurança.
Explora-se o ódio e o medo, sentimentos muito básicos, o que explica o crescimento rápido e a dificuldade em debater com alguma racionalidade. Vive-se da mentira, da notícia falsa, do boato. Desacredita-se a imprensa, a academia, a ciência, tudo na mão da “esquerdalha”, pois só assim a mentira é credível.
O ódio dirige-se aos políticos corruptos (todos menos os próprios), às elites culturais, mas sobretudo a imigrantes (com uma gradação que coloca os “indianos” em primeiro lugar), gays e toda a esquerda. Há alvos preferenciais, alguns são negros e devem “voltar para a sua terra”: Mamadou Ba, Joacine Qatar Moreira, ou não o sendo, podiam ir para Gaza, Venezuela, Rússia: Mariana Mortágua, Isabel Moreira …
Enaltece-se a polícia, que é um campo privilegiado de recrutamento, e a autoridade. Legitima-se a violência policial, a quem se dá o direito de, por exemplo, aplicar sumariamente a pena de morte para a desobediência à autoridade. Porém, quando essa autoridade ataca um grupo de extrema-direita que realizou e preparava atos de violência, a coisa inverte-se. É a nova Pide.
Usam-se as redes sociais espaço sem moderação para lançar notícias falsas, boatos, suspeições, indignações. Uma notícia falsa aparecida num jornal da Indonésia é rapidamente convertida em verdade, partilhada e comentada até à exaustão. Exércitos de perfis falsos, de bots asseguram o domínio das redes, cujo algoritmo favorece os conteúdos escandalosos, o discurso de ódio da extrema-direita.
Há dinheiro, muito dinheiro, vindo de sectores capitalistas, de negócios mais ou menos escuros e, viu-se noutros países da Europa, do próprio Putin. Dinheiro que financia campanha milionárias, as equipas das redes sociais e os mais escondidos grupos paramilitares.
Como se sai do grupo velhos saudosistas
Apesar de estatísticas impressionantes de progresso, a democracia não esteve, nem estará isenta de falhas, com uma imprensa livre temos a vantagem de as conhecer. Um antigo primeiro-ministro preso e com um processo que se arrasta há mais de 10 anos, situações de aparente corrupção que ficam impunes, facilitadores de negócios, personagens que saltam da política para grandes carreiras empresariais.
Mais importante será a sensação de abandono e desprezo para com o cidadão comum dado por governos de direita e social-democratas face às crises de 2008 e da pandemia. Salvaram-se os bancos, os lucros especulativos, à custa dos sacrifícios do cidadão comum. A concentração capitalista tem-se acelerado e o pequeno grupo dos mais ricos tem uma fatia cada vez maior da riqueza mundial. Em Portugal há uma política deliberada de desvalorização dos serviços públicos que vem do início do século XXI, se agravou com Sócrates e Passos, abrandou com a geringonça e passou para níveis inaceitáveis durante a maioria absoluta de Costa. Montenegro agrava deliberadamente a situação para justificar privatizações.
O futuro não se apresenta risonho para quem anda por cá. O descontentamento e o desespero, tal como nos anos 30, alimentam a extrema-direita. Perguntar-se-á porque numa situação como esta a esquerda, em vez de crescer, definha. Já vimos alguns fatores de crescimento da extrema-direita, valerá pensar nos que são dificuldades da esquerda.
Um combate à esquerda, criar força na fraqueza
Uma parte da esquerda não se consegue livrar do trauma da queda do modelo soviético no início dos anos 90. Mantém-se agarrada a esse modelo e às sobrevivências, por vezes monstruosas desse modelo. Os amanhãs já não cantam, os antigos paraísos são vistos hoje como gigantescos campos de concentração, império da miséria e da repressão. Não será um acaso que é na Europa de Leste que a extrema-direita mais tem crescido.
A social-democracia tem feito parte do poder, tem colaborado em todos os ataques aos direitos e rendimentos dos trabalhadores que se seguiram à crise de 2008. Não é um acaso a queda de muitos partidos socialistas, com tradição de participar no poder, para níveis de quase irrelevância, como na Grécia ou em França. Também não é de espantar que alguns que não participavam no poder nos anos mais agudos da crise tenham crescido, conquistado o poder, para rapidamente cair em desgraça eleitoral e perder o poder. Aconteceu em Portugal e parece provável no Reino Unido.
E a outra esquerda? A esquerda que com raízes no início do século XX, se fortaleceu com o maio de 68, que em Portugal cresceu com o 25 de abril e ajudou a que este ultrapassasse barreiras, que depois de estar em crise se reorganizou na viragem do século.
Essa esquerda que nunca esteve no poder é hoje, frequentemente, vista como parte do “sistema”. Marginalmente isso foi verdade durante o tempo da geringonça, em que, não estando no poder, viabilizou um governo do PS e conseguiu a influência necessária para reverter algumas das piores medidas da Troika e conseguir alguns progressos, coisas para além do possível e aceitável para o PS sozinho. Com a influência vieram as ilusões, a ilusão de poder fazer parte do governo (não sei se real, mas divulgada), a ilusão de que se podia centrar no parlamento. Tudo se tornou em fumo com a maioria absoluta de António Costa e, quando este governo perdeu o apoio popular, não houve um regresso do apoio de outrora.
A luta contra o fascismo é um processo difícil, já falhou quase há um século, o que pode criar a sensação de que a derrota é inevitável. Não creio, que o seja, e provavelmente com a greve geral de dezembro de 2025 e as eleições presidências estamos a assistir a uma viragem. Se se desenvolver um combate inteligente.
É preciso olhar para as razões da expansão da extrema-direita e não pensar que se trata exclusivamente de um combate político. Há um combate pela cultura, pela história e pela ciência, este é um combate a longo prazo que passa pela desconstrução de mitos coloniais e do estado novo, mas também pela ciência, nomeadamente a biologia.
A compreensão dos mecanismos de funcionamento da sociedade capitalista ajudará a que se compreendam as razões do descontentamento e a orientação da revolta na direção em que esta deve ser dirigida.
As eleições presidenciais e a greve geral trazem lições, ou melhor, reforçam lições do passado. Unidade e ação. Não creio que se possa chamar unidade à diversidade de apoios declarados a António José Seguro, não sabemos também qual será o resultado final, ou se isto não resulta em mais uma vitimização por parte de Ventura (é especialista nisso), mas há uma convergência de sectores muito alargados e muito contraditórios para impedir a vitória do candidato da extrema-direita. Isto faz-se num contexto de recomposição da direita, em que há movimentos muito contraditórios. A greve geral foi a ação (que se espera que continue) contra as leis laborais projetadas. Dirigiu-se aos problemas concretos das pessoas, teve também unidade das principais centrais sindicais, por isso foi um sucesso maior que o esperado.
É necessário, igualmente, uma maior atenção e empenho nos problemas da sociedade. Sair da torre de marfim de questões que mobilizam apenas sectores limitados, ir para o que afeta a grande maioria. Os salários, a inflação, os serviços públicos, a habitação. A corrupção e a segurança, conseguindo dar-lhes uma visão correta e mobilizadora. Ouvir as pessoas entendê-las.
Uma das razões apontadas para o divórcio com a esquerda tem sido, internacionalmente, um desligar dos problemas das pessoas para um centrar em questões de nicho. É preciso que a esquerda se mostre como quem pretende resolver os problemas imediatos das pessoas, mas que também lhes dê uma perspetiva de futuro.
O futuro é, também a rejeição do passado. Da orfandade dos anos 90 com a queda de regimes em que alguns se reviam, deve-se reafirmar a negação e oposição a esses mesmos regimes, de uma forma clara, não com um hipócrita varrer para debaixo do tapete. A esquerda não é Maduro, nem Kim, Estaline, Mao ou Hoxha, não é os novos capitalistas da China, muito menos o regime proto-fascista de Putin.
A capacidade de renovação da esquerda será uma das melhores garantias contra o crescimento do fascismo. O saber apontar e lutar contra os problemas atuais, a superconcentração capitalista, a desregulação de horários de trabalho, a desregulação e decadência de serviços públicos. É sobretudo mostrar alternativas sociais que sejam motivadoras que se dirijam aos problemas e coração das pessoas. Como fazer que o desenvolvimento tecnológico seja benéfico para todos, nomeadamente baixando o tempo de trabalho; como resolver o maior problema do mundo atual, cuja solução é contraditória com o sistema capitalista, o ambiente.