Daniel Moura Borges

Daniel Moura Borges

Militante do Bloco de Esquerda.

O Governo tem uma sala de maquilhagem na sua sede, parece que a sala é usada quase exclusivamente por Leitão Amaro antes das conferências de imprensa do Conselho de Ministros. Não é essa a tradução perfeita da política deste governo?

O Governo de Montenegro sempre foi aquilo que disse que não era: uma força política com interesse em debater bandeiras, burcas, autodeterminação de género e nacionalidade, em vez de responder aos problemas diários de quem vive do seu trabalho.

O imperialismo gangster de Trump fraquejou no Irão. Só conseguiu fragilizar-se internamente, mostrar a vulnerabilidade dos EUA face ao bloqueio do estreito de Ormuz, e fortalecer o regime iraniano, fragilizando a oposição democrática que estava mais forte do que nunca.

Será mais fácil organizar um sindicato durante ou depois de Orbán? Será mais fácil haver independência da comunicação social durante ou depois de Orbán? A resposta não depende de Magyar. O movimento de combate à rede de influência oligárquica do Fidesz lançará novas frentes de luta.

As plataformas, a hipercomunicação traíram a promessa da internet enquanto espaço de debate público. Na distorção, mais liberdade foi acompanhada de maior controlo.

O cessar-fogo entre os Estados Unidos da América e o Irão fez o preço do barril de petróleo baixar a pique, mas as expectativas de um “regresso à normalidade” podem ser exageradas.

O horizonte da ação da esquerda anticapitalista é assumir a agenda contra a crise de custo de vida sem permitir que a extrema-direita o faça. Procurar uma maioria social para resolver a crise da habitação e a crise de custo de vida atacando a sua raiz.

A proteção civil, os serviços públicos, as autarquias e as forças armadas responderam com profissionalismo à crise e são motivo de orgulho. Por oposição, toda a resposta política do Governo à catástrofe é de uma incompetência gritante.

Ao não deixar claro que a segunda volta é sobre a democracia, as direções do PSD, do CDS e a IL estão a dar espaço a que as narrativas dos dois candidatos tenham a mesma legitimidade, e essa posição é inqualificável.

O presidente dos Estados Unidos da América age como um gangster dos anos 50, usa os mesmos esquemas para obter o que quer e aplica o seu próprio tipo de imperialismo gangsterizado.