O sindicato Site Norte e a Fiequimetal (federação intersindical das indústrias metalúrgicas, químicas, elétricas, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas – CGTP-IN) destacam que o primeiro ponto do acordo é um aumento salarial, justo, para todos e sem ficar sujeito a qualquer espécie de avaliação.
Os trabalhadores alcançaram, na revisão salarial para 2015: aumentos de 55 euros, para os trabalhadores com salários até 800 euros; de 50 euros, para salários entre 801 e 1.010 euros; e de 1,5%, com um mínimo de 25 euros, nos salários superiores a 1.011 euros.
O sindicato aponta também que há um reforço dos direitos sociais.
Em comunicado distribuído nas empresas do grupo Efacec, é ainda salientado, segundo a Fiequimetal:
– Requalificações profissionais, prevendo-se um ajustamento da categoria profissional às funções executadas, a concretizar até junho de 2015;
– Política de “pontes” – sem utilização de tempo de férias para “pontes”, de acordo com o anteriormente praticado; este ponto vai ser analisado em outubro de 2015, para aplicar em 2016;
– Até três dias de faltas por doença sem baixa, duas vezes por ano;
– Dois dias por mês ou 10 dias por ano de faltas remuneradas para assistência ao agregado familiar;
– quatro horas por dia, 16 horas por mês, 40 horas por ano de dispensa para consultas médicas.
O sindicato salienta que o acordo só foi possível, porque os trabalhadores “resistiram a todas as pressões e manobras com que foram confrontados ao longo dos últimos meses, nunca esmorecendo na sua luta”.
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Catarina Martins e Arménio Carlos na concentração de trabalhadores da Efacec, em fevereiro passado[/caption]
“Uma luta pela dignidade”
Em fevereiro passado, o secretário geral da CGTP, Arménio Carlos, e a porta voz do Bloco, Catarina Martins, participaram numa concentração em frente às instalações da Efacec em Leça do Balio, Matosinhos.
Nessa concentração, Arménio Carlos salientou: “o que estes trabalhadores estão a dizer é que é preciso passar das palavras aos atos e é fundamental que vejam aumentados os seus salários, porque a melhoria dos seus salários é também importante para a empresa e para a melhoria da economia”.
A porta voz do Bloco de Esquerda, lembrou então que “só num mês de salário de um administrador a Efacec gasta mais do que o aumento exigido para todos os trabalhadores durante todo o ano” e sublinhou que esta “é uma luta por dignidade”.