Visabeira recusa teletrabalho e impõe férias

29 de março 2020 - 15:51

É mais uma denúncia recebida no portal despedimentos.pt sobre uma grande empresa: “Se não viermos trabalhar, descontam-nos do ordenado, temos faltas ou somos despedidos”, relata um trabalhador da Visabeira.

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Sede da Visabeira. Foto de despedimentos.pt.
Sede da Visabeira. Foto de despedimentos.pt.

O portal despedimentos.pt noticiou esta sexta-feira mais uma situação de abusos laborais no contexto da crise provocada pela pandemia de covid-19 e das restrições decididas por forma a controlá-la.

De acordo com a plataforma que recebe denúncias de todo o país, “o Grupo Visabeira, com sede em Viseu está a laborar sem os requisitos mínimos na atual situação de risco associado ao coronavírus. A maioria dos trabalhadores que está em assistência à família foram obrigados a tirar férias”.

Para além disso, a empresa está a negar a possibilidade de teletrabalho: “aos trabalhadores dos escritórios é negado o teletrabalho apesar dos pedidos dos colaboradores, mesmo sendo compatível”, segundo uma mensagem recebida pelo site. Isto, relembra-se “apesar da passagem ao regime de trabalho à distância ser obrigatório, sempre que possível, neste período de combate à pandemia.

O relato de um trabalhador é esclarecedor sobre o que se passa na empresa: “se não viermos trabalhar, descontam-nos do ordenado, temos faltas ou somos despedidos”.

O despedimentos.pt salienta que a Visabeira é uma das maiores empresas do país com mais de 10 mil trabalhadores. O grupo inclui as empresas Viatel, Edivisa, PDT, Vista Alegre, Bordallo Pinheiro, Granbeira, Palácio do Gelo Shopping, entre outras. O grupo anunciou um volume de negócios consolidado em 2018 de 745 milhões de euros, um crescimento de 16,8% face ao ano anterior.