Vila Velha de Rodão: Destruição de Mina Romana preocupa Bloco de Esquerda

26 de fevereiro 2021 - 11:53

O Grupo Parlamentar do Bloco questionou os Ministérios da Cultura e da Agricultura sobre a destruição de património em Vila Velha de Rodão. O Bloco pretende saber o que o Governo vai fazer para reverter a situação. Notícia publicada no Interior do Avesso

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Cova da Moura - Fratel | Foto de Associação de Estudos do Alto Tejo

Numa pergunta ao Governo, o Bloco refere que devido à plantação de eucaliptal, estão a ocorrer várias destruições de património arqueológico no concelho de Vila Velha de Rodão, de que é exemplo a Mina Romana de Cova da Moura, em Fratel.

Salientam que a presença romana tem um legado incontornável na Península Ibérica, um valor incalculável e que na parte ocidental está a origem da criação de cidades e construção de estradas de ligação entre estas. A sua presença é ainda visível na exploração dos recursos naturais, como a exploração mineira, agrícolas e comerciais.

O sítio arqueológico de Cova da Moura, Fratel, “é composto por mina de outro de filão e povoado mineiro, identificado desde os anos 70 do século XX pela Associação de Estudos do Alto Tejo (AEAT) que ao longo de cinco décadas tem feito um trabalho de identificação de vestígios arqueológicos de vária ordem e, por isso, tem exercido uma ação fundamental na proteção e salvaguarda do abundante património desta região.”

O Bloco refere que é a segunda vez que esta destruição ocorre e que desta vez o efeito foi mais nefasto, devendo-se à movimentação de solos por maquinaria para a plantação de eucaliptos, afirmando terem tomado conhecimento que a Direção Regional de Cultura do Centro acionou uma queixa crime contra o proprietário.

A AEAT refere também que já houve mais destruição de património ao longo do tempo devido a atividades de florestação e de agricultura monocultural intensiva e que alguns proprietários não deixam os arqueólogos da Associação entrar para proceder à georreferenciação dos sítios arqueológicos.

Referem também que “toda a atividade inspetiva, preventiva e punitiva que pudesse ser realizada por outros organismos, nomeadamente, por parte da Câmara Municipal e por parte da Direção regional de Cultura do Centro, está comprometida por falta de recursos humanos.”

Notícia publicada no Interior do Avesso. 

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