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Vigilantes do Amadora-Sintra protestaram pelo direito ao trabalho

Esta segunda-feira houve concentração marcada pelo STAD. Isabel Pires marcou presença, manifestando a solidariedade do Bloco e realçando que “o setor da vigilância tem sido fustigado nos últimos meses com despedimentos e práticas de dumping social”.
Concentração no Amadora-Sintra em defesa do direito ao trabalho dos 50 vigilantes.
Concentração no Amadora-Sintra em defesa do direito ao trabalho dos 50 vigilantes.

O STAD, Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas, realizou esta segunda-feira uma concentração em frente ao Hospital Fernando da Fonseca para protestar contra a situação de cerca de 50 vigilantes que a empresa “Noite e Dia” recusa aceitar.

Depois desta empresa de segurança ter ganho o concurso de prestação de serviços no Hospital Amadora-Sintra, os trabalhadores que ali trabalhavam ao serviço da Prosegur deveriam ter passado a integrar esta empresa, ao abrigo da regra da transmissão de estabelecimento que consta do artigo 285º do Código do Trabalho. Contudo, a “Noite e Dia” recusou fazê-lo, deixando-os sem trabalho e sem salário.

O STAD exige a salvaguarda de todos os seus direitos. A efetividade e a antiguidade deverão também ser reconhecidas pela empresa.

A iniciativa contou com a presença da secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, e de Isabel Pires. A deputada bloquista manifestou a solidariedade do Bloco com estes trabalhadores, acrescentando que “o setor da vigilância tem sido fustigado nos últimos meses com despedimentos e práticas de dumping social”.

Segundo a deputada, "estas situações têm sido, infelizmente, muito recorrentes e o Estado, enquanto maior utilizador deste tipo de contratos, deve fazer tudo pelo cumprimento da lei".

Recordou o caso recente da Comensegur, que "explicitamente disse que não ficaria com os trabalhadores e, assim, incumpriria a lei" no seu contrato de prestação de serviços em organismos tutelados pelo Ministério do Trabalho. Ora, este Ministério "tomou recentemente a decisão de rasgar o contrato com a empresa incumpridora" e "o Ministério da Saúde deve ter a mesma preocupação, bem como a administração do Hospital Amadora-Sintra".  A dirigente bloquista sublinha que estes dois organismos "até agora não se pronunciaram sobre o assunto".

"Num momento de crise como a que atravessamos, deixar cerca de 50 trabalhadores nesta situação altamente precária, e respetivas famílias, não é admissível", reforça a deputada, anunciando que o Bloco vai questionar o Governo sobre a situação.

Cerca de 50 trabalhadores de vigilância estão sem trabalhar no serviço no Hospital Amadora-Sintra porque não está a ser...

Publicado por Isabel Pires em Segunda-feira, 30 de novembro de 2020

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