“Entendi que, sendo vice-presidente do grupo parlamentar do CDS e tendo quebrado essa mesma disciplina, seria natural demitir-me desse lugar, apesar de ter informado o presidente do partido e do grupo parlamentar que esse era o meu sentido de voto”, esclareceu José Manuel Rodrigues.
A demissão do deputado surge na sequência da votação, esta sexta-feira, na Assembleia da República, da proposta governamental que visa o aumento do IVA e dos impostos especiais de consumo em vigor na Madeira, tal como prevê o programa de ajustamento financeiro acordado entre o governo da República e a região autónoma.
O diploma obteve os votos favoráveis do PSD e do CDS, a abstenção do PS e os votos contra do PCP, Bloco, Verdes e dos cinco deputados eleitos pela Madeira, entre os quais José Manuel Rodrigues.
O vice presidente demissionário do grupo parlamentar do CDS-PP admitiu que existiram “pressões e conversas” sobre o seu sentido de voto, “quer com o líder do grupo parlamentar, quer com o presidente do partido”, contudo, sublinhou que, mediante o “massacre fiscal” em causa, não poderia votar de outra forma.