União Europeia acusa Google de abuso através do controlo do seu motor de buscas

16 de abril 2015 - 17:22

Gigante da informática terá prazo de até dez semanas para responder às denúncias de abuso de posição dominante feitas pela Comissão Europeia. Pela redação do Opera Mundi.

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A Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager. Foto de Radikale Venstre
A Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager. Foto de Radikale Venstre

A Comissão Europeia acusou formalmente nesta quarta-feira o Google de abusar no controlo do seu sistema de buscas na Internet, anunciando a abertura de uma investigação antimonopólio ao Android, o seu sistema operativo para smartphones.

A decisão foi anunciada em Bruxelas pela Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, que alegou estar preocupada pelo facto de a companhia obter vantagem injusta com o serviço de compras online em relação a outros concorrentes.

Para a comissária, o Google abusou da sua posição dominante nos mercados dos serviços gerais de buscas na Internet no espaço económico europeu nos últimos cinco anos, “favorecendo sistematicamente a comparação do seu próprio produto de compra nas páginas de resultados de buscas gerais”.

Conduta infringe as normas antimonopólio

Para o Executivo comunitário, a visão preliminar é que “tal conduta infringe as normas antimonopólio da União Europeia, porque reprime a concorrência e prejudica os consumidores”.

Em resposta, Amit Singhal, vice-presidente sénior de Pesquisa da companhia, argumentou que “enquanto o Google for o motor de busca mais utilizado, as pessoas podem encontrar e aceder a informações de várias maneiras diferentes. As alegações de danos, para os consumidores e concorrentes, têm revelado estar longe da verdade”, de acordo com a empresa.

A investigação do caso começou em 2010, quando líderes europeus se questionaram sobre a possibilidade de abuso de posição dominante por parte do Google.

A partir de agora, a gigante da informática terá dez semanas para responder à Comissão Europeia a respeito das alegações, para convencer a Comissão de que não houve uma tentativa de comportamento anticoncorrência.