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União Europeia acusa Google de abuso através do controlo do seu motor de buscas

Gigante da informática terá prazo de até dez semanas para responder às denúncias de abuso de posição dominante feitas pela Comissão Europeia. Pela redação do Opera Mundi.
A Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager. Foto de Radikale Venstre
A Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager. Foto de Radikale Venstre

A Comissão Europeia acusou formalmente nesta quarta-feira o Google de abusar no controlo do seu sistema de buscas na Internet, anunciando a abertura de uma investigação antimonopólio ao Android, o seu sistema operativo para smartphones.

A decisão foi anunciada em Bruxelas pela Comissária Europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, que alegou estar preocupada pelo facto de a companhia obter vantagem injusta com o serviço de compras online em relação a outros concorrentes.

Para a comissária, o Google abusou da sua posição dominante nos mercados dos serviços gerais de buscas na Internet no espaço económico europeu nos últimos cinco anos, “favorecendo sistematicamente a comparação do seu próprio produto de compra nas páginas de resultados de buscas gerais”.

Conduta infringe as normas antimonopólio

Para o Executivo comunitário, a visão preliminar é que “tal conduta infringe as normas antimonopólio da União Europeia, porque reprime a concorrência e prejudica os consumidores”.

Em resposta, Amit Singhal, vice-presidente sénior de Pesquisa da companhia, argumentou que “enquanto o Google for o motor de busca mais utilizado, as pessoas podem encontrar e aceder a informações de várias maneiras diferentes. As alegações de danos, para os consumidores e concorrentes, têm revelado estar longe da verdade”, de acordo com a empresa.

A investigação do caso começou em 2010, quando líderes europeus se questionaram sobre a possibilidade de abuso de posição dominante por parte do Google.

A partir de agora, a gigante da informática terá dez semanas para responder à Comissão Europeia a respeito das alegações, para convencer a Comissão de que não houve uma tentativa de comportamento anticoncorrência.

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