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Trump nomeia negacionista das alterações climáticas para transição no Ambiente

Myron Ebell, diretor de um lóbi financiado pela indústria carbonífera, foi escolhido pelo novo presidente dos EUA para liderar a transição na Agência de Proteção do Ambiente.
Myron Ebell era um dos "sete mais procurados" pelos ativistas entre os lóbistas presentes na cimeira de Paris. Foto Avaaz.

Segundo o New York Times, o homem escolhido por Donald Trump para dirigir a transição de poder na Agência de Proteção do Ambiente (EPA) é diretor do Competitive Enterprise Institute, um dos lóbis mais ativos contra as medidas desenvolvidas pela administração Obama para apostar nas energias renováveis e financiado pelas grandes empresas da indústria carbonífera.

Myron Ebel é uma das principais figuras entre os negacionistas das alterações climáticas e também dirige a Cooler Heads Coalition, um grupo que se propõe “desmontar os mitos do aquecimento global”.

As promessas eleitorais de Trump incluíram o desmantelamento das políticas de combate às alterações climáticas, como o Clean Power Act, desenvolvidas pela EPA para cortar nas emissões de carbono, o que levaria ao encerramento de muitas centrais de energia a carvão.

Ebell foi um dos principais adversários destas leis e terá agora o poder de escolher as pessoas que irão executar as orientações da Casa Branca para a política ambiental.

Durante a cimeira do Clima em Paris, um grupo de ativistas da Avaaz espalhou cartazes com a cara dos “sete mais procurados” por “crimes ambientais”. Tratava-se de lóbistas com laços à indústria petrolífera e ao negacionismo das alterações climáticas, acusados pelos ativistas de estarem na cimeira com o objetivo de “sabotar um acordo global para uma ação climática ambiciosa”. Myron Ebel era um desses “sete mais procurados” e mais tarde disse a um repórter que chegou a tirar uma selfie ao lado do seu poster, “para ter como recordação”.

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