Trofa Saúde: Trabalhadores do call center exigiram subsídio retido em novembro

02 de janeiro 2023 - 12:02

Para quem trabalha no call center da Trofa Saúde, o ano começou com uma greve e concentração em frente ao hospital. Deputado bloquista José Soeiro esteve no piquete e solidarizou-se com "esta luta justa contra o roubo do subsídio de alimentação".

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Trabalhadores dos call centers Trofa Saúde começaram o ano em greve. Foto publicada na página Facebook de José Soeiro.

Os trabalhadores do call center do grupo Trofa Saúde foram surpreendidos ao não verem inscrito na folha salarial do mês de novembro o subsídio de alimentação a que têm direito, no valor de 114,40 euros. Desde então têm reclamado o pagamento desse subsídio, uma luta que culminou na greve realizada esta segunda-feira, com um plenário à porta do Hospital da Trofa.

Além da reposição do valor indevidamente retido, os trabalhadores reclamam ainda um aumento salarial de 10%, com um mínimo de cem euros, a atualização do subsídio de refeição para 6,50 euros diários e das diuturnidades para 30 euros cada, alargando esse direito a todos os trabalhadores, a vencer de quatro em quatro anos até um máximo de cinco diuturnidades.

Outras reivindicações são o alargamento das pausas da manhã e tarde para o mínimo de 20 minutos, a divisão do prémio mensal em prémio de produtividade e prémio de assiduidade, o direito ao diálogo e à negociação coletiva, a formação profissional e o respeito pelos direitos dos trabalhadores, que acusam a empresa de desvalorizar o trabalho que é feito no seu call center.

O deputado José Soeiro esteve presente na concentração dos trabalhadores para levar a solidariedade do Bloco de Esquerda com "esta luta justa contra o roubo do subsídio de alimentação que vos foi feita no mês de novembro, mesmo que agora queiram disfarçar no recibo deste mês".

Para o deputado bloquista, "os salários já são baixos, o subsídio de alimentação já é baixo, a contratação coletiva já não é respeitada e isso tudo piora no contexto em que estmos a viver", com a inflação a retirar mais poder de compra aos trabahadores. Soeiro falou dos debates que têm decorrido no Parlamento sobre a alteração de leis laborais, sublinhando que muitas das medidas da troika que desequilibraram ainda mais a relação entre patronato e trabalhadores se mantêm ainda na lei.

"Os direitos são para ser respeitados. Se não formos nós a erguer a cabeça e falar bem alto, ninguém o vai fazer por nós", concluiu o deputado, saudando a luta destes trabalhadores.