Em agosto, os tripulantes da Ryanair farão uma greve que durará pelo menos cinco dias. Os trabalhadores alegam que a empresa não cumpriu o protocolo celebrado com o sindicato, que estabeleceu que seria obrigatório cumprir a legislação laboral portuguesa até fevereiro.
“O SNPVAC – Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil informa que [na terça-feira] se realizou na sede do sindicato, uma assembleia-geral de associados da Ryanair onde foi votada e aprovada a realização de uma greve, durante o mês de agosto, por um período mínimo de cinco dias”, pode ler-se num comunicado lançado pela estrutura.
Como a greve irá atravessar um período alargado, o SNPVAC está a analisar as datas possíveis para a sua realização, para que a comunidade emigrante e a diáspora portuguesa não sejam demasiado penalizadas.
O sindicato afirma esta tomada de posição dos tripulantes de cabine da companhia aérea irlandesa se deve “ao facto da empresa nunca ter cumprido o protocolo celebrado com o sindicato (...) onde ficou estabelecida a obrigatoriedade do cumprimento integral da legislação laboral portuguesa até ao dia 01 de fevereiro de 2019, algo que até ao presente não foi concretizado”.
Em causa estão os pagamento dos subsídios de férias e de natal, a integração no quadro de efetivos da Ryanair de todos os tripulantes de cabine com mais de dois anos de serviço através de empresas de trabalho temporário, a atribuição dos 22 dias de férias mínimos e o cumprimento integral da lei portuguesa da parentalidade.
Ao mesmo tempo, os tripulantes de cabine da Ryanair “não aceitam que a lei portuguesa continue a ser totalmente desrespeitada, para mais, tendo o aval do Governo português por omissão”.
“Face à intransigência da empresa, à falta de interesse e à total passividade do Governo português em garantir direitos fundamentais aos cidadãos portugueses que trabalham na Ryanair, os tripulantes de cabine da Ryanair viram-se obrigados a votar o regresso ao conflito laboral para que os seus direitos sejam respeitados e integralmente cumpridos pela companhia irlandesa”, pode ler-se ainda no comunicado.