Três anos depois da paralisação que quase parou por completo o país, tendo bloqueado as principais estradas portuguesas e deixado as prateleiras dos supermercados praticamente vazias e os postos de gasolina sem stock, parece que está de volta o descontentamento e a promessa de mais luta por parte dos transportadores.
Este sábado, 250 transportadores decidiram apresentar um caderno reivindicativo ao governo socialista e ponderam, caso as suas propostas não sejam acolhidas, avançar para uma paralisação nacional, à semelhança do que aconteceu em 2008, no próximo dia 28 de Fevereiro, segunda-feira.
Na reunião convocada pelas Associações Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) e de Transportadores de Terras, Inertes, Madeiras e Afins (ATTIMA), os transportadores decidiram dar um prazo até sábado, dia 26, ao governo para responder às suas reivindicações.
O presidente da ANTP, Artur Mota, afirmou que “com ou sem Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias” (ANTRAM) a paralisação é “uma hipótese”.
Artur Mota esclareceu que as reivindicações dos transportadores passam pela exigência de desconto nas SCUT’s, a criação de gasóleo profissional, a alteração da legislação em matéria de pesos e dimensões dos veículos e que sejam contemplados apoios para todos os empresários que se candidataram ao abate de viaturas.