Uma investigação da Organização Mundial de Saúde e da Organização Internacional do Trabalho mostra que a exposição à radiação solar ultravioleta é uma das principais causas de morte por cancro relacionado com trabalho.
No estudo, publicado esta quarta-feira na revista Environment International, mostra-se ainda como “quase uma em cada três mortes por cancro da pele distinto do melanoma deve-se ao trabalho sob o sol”.
Os números disponíveis mostram igualmente que desde o início do século o número de pessoas que morreram de cancro da pele atribuído a terem trabalhado ao ar livre quase duplicou: em 2000 contaram-se 10.088, em 2019 foram 18.960. Perto de 1.600 milhões de trabalhadores estiveram expostos a radiação ultravioleta solar neste último ano medido, o correspondente a 28% de todas as pessoas em idade laboral.
Mortes evitáveis
De acordo com o diretor geral da OMS, “há soluções eficazes para proteger os trabalhadores dos raios nocivos do sol e prevenir os seus efeitos mortais”. Gilbert F. Houngbo, o seu homólogo da OIT, concorda e insta os governos e empregadores a tomarem medidas urgentemente porque estas podem “salvar milhares de vidas a cada ano”.
Aconselha-se que os governos façam cumprir normas como proporcionar sombras, alterar horas de trabalho para alturas de menor exposição, realizar formação e ações de sensibilização, criar programas para detenção precoce destas doenças e equipar todos os trabalhadores com creme solar e roupa de proteção.