Milhares de trabalhadores juntaram-se este sábado em Lisboa e no Porto em manifestações convocatas pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) pelo aumento dos salários e das pensões e por melhores serviços públicos.
No Porto, cerca de duas mil pessoas concentraram-se na Praça da República, desfilando depois até à Praça dos Leões, na manhã de sábado. Já em Lisboa, os trabalhadores e sindicalistas começaram a juntar-se no Cais do Sodré e seguiram até à Praça dos Restauradores.
Com profissionais dos mais diferenciados setores, surgiram reivindicações comuns no aumento dos salários face a uma crise de habitação que come os rendimentos dos trabalhadores. É o caso de Nuno Mateus, que disse à agência Lusa que vive e trabalha para “pagar contas”, ou de José Geraldes, que aponta que há “gente que com rendimentos que tem não consegue viver”.
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No centro das reivindicações comuns está também o investimento e a melhoria dos serviços públicos, e em particular do Serviço Nacional de Saúde. Filipe Pereira, sindicalista, disse à Lusa que a situação que se vive no setor da saúde coloca em causa os direitos garantidos com o 25 de abril, “nomeadamente nas funções sociais do Estado”.
A coordenadora do Bloco de Esquerda esteve na manifestação que partiu da Praça da República e também sublinhou a importância do Serviço Nacional de Saúde, criticando a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, pela crise no Instituo Nacional de Emergência Médica e exigindo a sua demissão.
Segundo Mariana Mortágua, a ministra “deve assumir as suas responsabilidade e isso significa uma demissão e o governo deve resolver o problemas [destes trabalhadores] de uma vez”, disse aos jornalistas.
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A dirigente bloquista reforçou também a importância da valorização dos salários para resolver problemas desde a saúde à educação, e referiu as propostas que o Bloco de Esquerda apresentou para o Orçamento do Estado com o objetivo de “rever estas carreiras, para contratar mais profissionais e acabar de vez com um problema que nem devia existir”.