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Trabalhadores dos CTT em greve nesta sexta-feira

No piquete de greve em Cabo Ruivo, a deputada bloquista Isabel Pires defendeu a renacionalização dos CTT e juntou a sua crítica à dos trabalhadores que contestam a introdução de um cartão de refeição como forma de pagamento dos subsídios de alimentação na empresa.
Isabel Pires no piquete da greve dos CTT em Cabo Ruivo, Lisboa - Foto esquerda.net
Isabel Pires no piquete da greve dos CTT em Cabo Ruivo, Lisboa - Foto esquerda.net

A greve dos trabalhadores dos CTT começou às 21h de quinta-feira e ao final da noite teve lugar a concentração do piquete de greve em Cabo Ruivo, Lisboa. Nesta ação esteve presente a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, a deputada do Bloco de Esquerda Isabel Pires e o deputado do PCP Bruno Dias.

Ao esquerda.net, Isabel Pires afirmou: “queremos estar aqui presentes não só para prestar solidariedade com esta greve, mas também porque é importante mostrar publicamente a importância da luta que os trabalhadores dos CTT têm vindo a fazer, já de há muito tempo”.

“Esta greve especificamente teve como mote a questão do cartão de refeição, que é prejudicial para os trabalhadores e apenas beneficia os mesmos de sempre”, salientou, acrescentando que também “falamos aqui de condições de trabalho que se têm vindo a deteriorar ao longo dos últimos anos, de uma administração que está em permanente guerra com os trabalhadores e que não tem qualquer pingo de respeito com as funções que são aqui exercidas”.

A deputada referiu também que o Bloco de Esquerda tem questionado o Governo relativamente a muitas matérias pela falta de resposta da administração aos protestos dos trabalhadores, “num momento delicado do ponto de vista da saúde pública”.

Isabel Pires sublinhou também a importância da renacionalização dos CTT, que o Bloco propõe, lembrando que se trata de uma empresa de um setor estratégico, que “enquanto pública cumpria a sua função de serviço universal postal, que hoje em dia não está a cumprir”.

“A administração privada [dos CTT] não está a cumprir nenhum dos indicadores que é obrigada a cumprir”, destacou Isabel Pires, apontando ainda que a administração privada “continua a achar que pode mandar como bem lhe apetece neste serviço”.

“A luta pela renacionalização” é importante para os trabalhadores, “porque são os primeiros a ser beneficiados”, para os utentes e para todo o país”, realçou ainda Isabel Pires, concluindo que só com a renacionalização o país “poderá voltar a beneficiar de um serviço postal universal, de qualidade e público que nunca deveria ter deixado de ser”.

A greve desta sexta-feira, 29 de maio, tem como “motor” a rejeição por parte dos trabalhadores da medida da administração de atribuir um cartão de refeição como forma de pagamento do subsídio de alimentação, substituindo o pagamento no vencimento mensal por transferência bancária. Caso a administração não recue, a paralisação pode vir a repetir-se a 12 de junho.

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