Os Sindicatos de Hotelaria marcaram uma greve dos trabalhadores do SUCH, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, para o próximo dia 16. Dizem que é uma jornada de luta “contra a maior ofensiva de sempre da empresa e pela negociação do Acordo de Empresa sem perda de direitos”.
Os sindicatos afetos à FESAHT da CGTP dizem que a administração da empresa quer aplicar a todos os trabalhadores o novo acordo de empresa que assinou com dois sindicatos da UGT. Este, afirmam, “desregulamenta completamente os horários de trabalho, prevê a existência de bancos de horas, adaptabilidade de horário e horários concentrados de 12 horas diárias, prevê a retirada do dia de funeral de tios, o não pagamento dos feriados com 200% e a sua substituição por uma folga e acaba com a proibição de descontos no salário de utensílios partidos ou desaparecidos, entre outras alterações gravosas para os trabalhadores”.
Para além disso, os SUCH integram os hospitais públicos onde vigora o regime de 35 horas semanais mas a empresa “recusa este regime e outros benefícios que são direitos dos trabalhadores da administração pública”.
Os sindicatos acusam ainda a administração de “uma posição de grande intransigência e inflexibilidade desde o início das negociações de revisão do Acordo de Empresa para 2024 ao recusar todas as propostas sindicais e ao tentar impor o novo AE cozinhado com a UGT”.
As greves são acompanhadas com duas concentrações. Uma no Porto, junto aos escritórios dos SUCH, a partir das 10:00. Outra no distrito de Lisboa em frente ao Hospital Fernando Fonseca, na Amadora,a partir das 9:30.