Direitos

Trabalhadores do SUCH em greve contra “maior ofensiva de sempre”

14 de agosto 2024 - 10:30

A próxima sexta-feira será de greve nos serviços hospitalares com os trabalhadores a lutar pela negociação de um acordo de empresa que não os faça perder direitos.

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Trabalhadores dos SUCH
Trabalhadores dos SUCH. Foto de CGTP.

Os Sindicatos de Hotelaria marcaram uma greve dos trabalhadores do SUCH, o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, para o próximo dia 16. Dizem que é uma jornada de luta “contra a maior ofensiva de sempre da empresa e pela negociação do Acordo de Empresa sem perda de direitos”.

Os sindicatos afetos à FESAHT da CGTP dizem que a administração da empresa quer aplicar a todos os trabalhadores o novo acordo de empresa que assinou com dois sindicatos da UGT. Este, afirmam, “desregulamenta completamente os horários de trabalho, prevê a existência de bancos de horas, adaptabilidade de horário e horários concentrados de 12 horas diárias, prevê a retirada do dia de funeral de tios, o não pagamento dos feriados com 200% e a sua substituição por uma folga e acaba com a proibição de descontos no salário de utensílios partidos ou desaparecidos, entre outras alterações gravosas para os trabalhadores”.

Para além disso, os SUCH integram os hospitais públicos onde vigora o regime de 35 horas semanais mas a empresa “recusa este regime e outros benefícios que são direitos dos trabalhadores da administração pública”.

Os sindicatos acusam ainda a administração de “uma posição de grande intransigência e inflexibilidade desde o início das negociações de revisão do Acordo de Empresa para 2024 ao recusar todas as propostas sindicais e ao tentar impor o novo AE cozinhado com a UGT”.

As greves são acompanhadas com duas concentrações. Uma no Porto, junto aos escritórios dos SUCH, a partir das 10:00. Outra no distrito de Lisboa em frente ao Hospital Fernando Fonseca, na Amadora,a partir das 9:30.