Esta sexta-feira, os trabalhadores das conservas de peixe de todo o país estiveram em greve. Esta foi acompanhada por concentrações na Figueira da Foz, em frente à fábrica da Cofisa, e em Peniche em frente a fábrica da Esip.
A ação de luta fez parar linhas de produção de várias empresas pelo país, segundo a federação de sindicatos do setor. "Ainda não temos os dados todos, mas os dados que já chegaram são de que há muitas empresas com unidades de laboração paradas por adesão dos trabalhadores à greve", disse à agência Lusa o coordenador da Federação dos Sindicatos da Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESHAT), Luís Trindade, à margem da concentração em Peniche.
Segundo Luís Trindade, os trabalhadores do setor auferem o salário mínimo nacional e 90% são mulheres.
A iniciativa segue-se a uma semana de contacto com os trabalhadores, entre 20 a 27 de junho e que percorreu todo o território nacional. Ao todo foram então feitas 20 ações de contacto e esclarecimento, em 18 diferentes locais, alcançando mais 4.300 trabalhadores.
Os trabalhadores pretendem-se opor à proposta do patronato do setor que, dizem, “assenta de redução de direitos, exigindo a aplicação de banco de horas, o alargamento dos limites da jornada de trabalho diária, a imposição de mais tarefas pelo mesmo salário mínimo nacional, o embaratecimento da indemnização por despedimento ilícito, o aumento do período de experiência para seis meses” entre outras medidas.
"Querem impor a desregulação dos horários de trabalho para terem os trabalhadores disponíveis a qualquer hora e estas medidas vinham trazer transtorno na conciliação da vida familiar com o trabalho e isso não aceitamos”, disse o coordenador da FESHAT.