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Trabalhadores da TSF ameaçam greve face a instabilidade na rádio

Os trabalhadores da rádio assinalam que, “desde o anúncio da nova reestruturação [do Global Media Group], a instabilidade na TSF tem sido grande, agravada por atrasos no pagamento de salários a trabalhadores efetivos e colaboradores”.

Num comunicado citado pela agência Lusa, os trabalhadores da TSF referem que “decidiram conceder um prazo de dez dias para obter uma resposta” por parte da administração do Global Media Group sobre o processo de reestruturação anunciado, “findo o qual se reservam o direito de utilizar todas as formas de luta ao seu dispor, incluindo o recurso à greve”.

“Desde o anúncio da nova reestruturação [do Global Media Group], a instabilidade na TSF tem sido grande, agravada por atrasos no pagamento de salários a trabalhadores efetivos e colaboradores”, escrevem.

Os trabalhadores da TSF, “com o apoio do Sindicato dos Jornalistas e do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Comunicação Audiovisual”, pretendem ver esclarecidas, por parte do presidente do Global Media Group, Daniel Proença de Carvalho, e aos acionistas Kevin Ho, José Pedro Soeiro e Rolando Oliveira, várias questões.

Por um lado, exigem “um esclarecimento claro e cabal de quem tem poder de decisão dentro da empresa sobre a reestruturação anunciada, incluindo rescisões por mútuo acordo e um eventual despedimento coletivo, número de trabalhadores a dispensar, critérios para esses despedimentos e datas para que esta reestruturação avance”.

Os trabalhadores querem ainda a divulgação imediata das contas de 2018, “com as devidas explicações sobre as opções de gestão que levaram ao atual estado do Global Media Group, nomeadamente investimentos feitos em áreas que não tiveram o retorno esperado, prejudicando todo o grupo”.

Está também em causa “um esclarecimento cabal sobre o futuro do grupo, nomeadamente em termos editoriais, e em especial daquilo que se pretende para a TSF - Rádio Notícias”, o cumprimento do pagamento de salários aos trabalhadores, “efetivos e colaboradores”, e o “cumprimento do pagamento de subsídio de Natal”.

A demissão do diretor da TSF, Arsénio Reis, também suscita um pedido de clarificação, na medida em que as explicações avançadas pela empresa “não convenceram os trabalhadores”.

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