Na segunda-feira, os trabalhadores da Transtejo, empresa que é responsável por todas as ligações fluviais entre Lisboa e a Margem Sul, com excepção da ligação entre Lisboa e o Barreiro, decidiram, em plenário, marcar uma greve de três horas por turno para o dia 23 de Março e iniciar, nesse dia, com uma greve de 60 dias às horas extraordinárias, bem como às deslocações para fora do rio Tejo.
Segundo José Augusto Oliveira, porta-voz do Sindicato dos Transportes e Comunicações, declarou à Agência Lusa, “este foi um plenário muito participado, dos mais participados dos últimos anos”.
Para este sindicalista, a marcação de novos protestos “é um sinal da insatisfação dos trabalhadores”. “O acordo de trabalho foi celebrado entra as duas partes e os trabalhadores entendem que o seu acordo é para cumprir e não admitem qualquer tipo de violação”, realçou.
Os trabalhadores da Soflusa, que assegura a ligação entre Lisboa e o Barreiro, vão reunir-se em plenário esta terça-feira.
José Augusto esclareceu à Lusa que “o que vai ser proposto na Soflusa é igual ao que se decidiu na Transtejo”, mas que irão ser os trabalhadores a decidir se agendarão novos protestos.