Trabalhadores da Moviflor em greve a 8 de março por pagamento de salários em atraso

04 de março 2014 - 16:54

"Os trabalhadores vão paralisar a atividade, em todo o país, no sábado, 8 de março", pela reposição dos salários em atraso, avança o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

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Num comunicado enviado esta segunda-feira, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), afeto à CGTP, denuncia que o Plano Especial de Recuperação (PER), homologado pelo Tribunal do Comércio de Lisboa em 17 de dezembro de 2013 o Plano Especial de Recuperação (PER) não passa de uma “farsa”, porque “não há recuperação da empresa e os salários dos trabalhadores ao serviço continuam a não ser pagos no final do mês".

De acordo com o CESP, o PER "só serviu para dar cobertura ao despedimento de centenas de trabalhadores, com salários em atraso, sem lhes pagar as respetivas indemnizações legais".

Os trabalhadores da empresa exigem "às autoridades que atuem para pôr termo a estes desmandos da administração da Moviflor".

Ao mesmo tempo que tem registado o crescimento da sua atividade em Moçambique e Angola, a situação da Moviflor vai-se degradando em Portugal.

Em 2012, a Moviflor fechou três lojas, e os salários em atraso começaram a acumular-se, tendo acabado por recorrer ao Processo Especial de Revitalização (PER) em maio de 2013, justificando a decisão com "o intenso e prolongado clima de crise económica e financeira" no país.

Já nessa altura, a empresa acumulava dívidas superiores a 147 milhões de euros.

O PER, aprovado pela maioria dos credores em novembro do ano passado, e que implica a supressão de 325 postos de trabalho e o encerramento de cerca de meia dúzia de lojas em Portugal, obteve "luz verde" do Tribunal do Comércio de Lisboa a 16 de dezembro de 2013.