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Moviflor: ameaça de despedimento e assédio moral

No seguimento da intenção de despedimento colectivo de 208 trabalhadores da Moviflor, não só foi incluída, praticamente, toda a estrutura sindical da empresa, como a delegada sindical da loja de Corroios se encontra, desde o dia 21 de Janeiro, impedida de desempenhar as suas funções no seu local de trabalho. Texto de Lídia Oliveira
Protesto de trabalhadores da Moviflor em dezembro de 2013

No seguimento da intenção de Despedimento Colectivo de 208 trabalhadores da MOVIFLOR, entregue ao seu representante no dia 14 de Janeiro (representante esse que, também, está incluído nesse mesmo despedimento, por ter estado 16 dias de baixa médica 'nos últimos 12 meses", durante os quais se acumularam 4 meses de salários em atraso).

Ora, dá-se o caso que não só foi incluída, praticamente, toda a estrutura sindical da empresa no dito despedimento, como a delegada sindical da loja de Corroios se encontra, desde o dia 21 de Janeiro, impedida de desempenhar as suas funções - de vendedora - no seu local de trabalho, por lhe ter sido bloqueado o acesso ao sistema informático.

Foi dado, nesse mesmo dia 21, conhecimento deste bloqueio por a trabalhadora em questão não aceitar a 'dispensa de prestação efectiva de serviço' que a empresa 'ofereceu' a todos os trabalhadores incluídos na lista de intenção de despedimento encontrando-se, desde então, a cumprir as oito horas diárias de trabalho sentada na secretária, sujeita a todo o tipo de pressão psicológica - quer de colegas que levaram a efeito um abaixo assinado para a sua saída do local de trabalho, por instigação da gerência, após solicitação da presença do ACT; quer dos próprios clientes que, desconhecendo a situação, solicitam os seus serviços como vendedora - e não tendo recebido, até à data, a carta de formalização do dito despedimento.

Acresce ainda que, no mesmo local, se verifica uma situação semelhante - trabalhador que não aceitou a 'dispensa' - e que continua a exercer as suas funções normalmente e sem qualquer limitação.

Grata pelo vosso apoio à possível divulgação desta situação que em muito espelha a impunidade com que as empresas desrespeitam os seus trabalhadores, mais ainda quando alguns deles se 'atrevem' a lutar pelos direitos que a tantos custou conquistar, tantas vezes com a vida.

Texto de Lídia Oliveira, DS Loja Corroios Moviflor.

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