Trabalhadores da Moritex à espera de salários desde abril

11 de agosto 2014 - 22:41

Há quatro dias, dezenas revezam-se diante dos portões da empresa têxtil de Pinheiro, Guimarães, para impedir que sejam retiradas máquinas ou mercadorias, que são a garantia de que a empresa terá como pagar o que lhes deve.

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Trabalhadores revezam-se dia e noite para impedir a retirada de máquinas e mercadorias. De um vídeo do Guimarães Digital
Trabalhadores revezam-se dia e noite para impedir a retirada de máquinas e mercadorias. De um vídeo do Guimarães Digital

Mais de 50 trabalhadoras e trabalhadores da empresa têxtil Moritex, em Pinheiro, Guimarães, revezam-se há quatro dias, dia e noite, à porta da fábrica, para impedir que saiam do local mercadorias ou máquinas. Desde abril que não recebem salários, e temem que matérias-primas ou equipamentos sejam usados para pagar dívidas a fornecedores, deixando os trabalhadores diante do facto consumado de não haver dinheiro para lhes pagar salários e subsídios em atraso.

Dos 150 trabalhadores que laboravam normalmente na empresa, apenas 28 se mantêm em funções.

Suspensão e a rescisão dos contratos de trabalho

Os trabalhadores pediram a suspensão e a rescisão dos contratos de trabalho devido aos salários em atraso e, na sexta-feira, o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes pediu no Tribunal a insolvência da empresa.

“Estamos há quatro meses sem receber salários, temos inclusive casais, o que duplica a dificuldade”, disse um trabalhador entrevistado pela RTPI. “Vamos ficar aqui até isto ficar resolvido, ou até que nos paguem”, prometeu.