O número de locais de trabalho sujeitos a uma ação inspetiva por parte da ACT aumentou de 37.398 em 2012 para 37.572 em 2013, contudo, o número total de inspeções realizadas registou uma redução abrupta, passando de 54.922 para 41.546, o que equivale a uma quebra de 24,35%. O universo de trabalhadores também diminuiu em quase 160 mil, para os 340.092 trabalhadores.
Durante estas inspeções, a ACT detetou 36,6 milhões de euros de salários em falta, devidos pelas empresas aos trabalhadores. Destes, 17,5 milhões diziam respeito a salários base, o que significa que as entidades patronais em questão privaram os trabalhadores de qualquer rendimento no final do mês. Somam-se ainda 14,4 milhões respeitantes a subsídios de férias e de natal.
As dívidas de empresas à Segurança social também aumentaram consideravelmente, passando de 4,5 milhões em 2012 para 6,8 milhões de euros, um aumento de 49,6%.
Foram ainda encontrados 1939 trabalhos não declarados e 500 dissimulados, como falsos recibos verdes.
No seu relatório, a ACT reconhece que “as alterações na legislação do trabalho, em particular a flexibilização da gestão dos tempos de trabalho e de formas contratuais de recrutamento de trabalhadores, com acréscimo da precariedade legal, o progressivo recurso às diversas formas de cessação de contratos de trabalho, requerem da ação inspetiva uma intervenção mais exigente e concertada”.