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Trabalhadores da IP avançam para nova greve

A plataforma de sindicatos do setor anuciou que os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) vão fazer dois dias de greve, em data a divulgar, por aumentos salariais e outras reivindicações. Este domingo tem início uma greve na CP, convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante.
Plataforma de sindicatos do setor anunciou nova greve de dois dias - foto de Paulete Matos
Plataforma de sindicatos do setor anunciou nova greve de dois dias - foto de Paulete Matos

Greve de três dias de revisores e trabalhadores das bilheteiras da CP

A greve na CP, convocada pelo Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante, de três dias, entre este domingo e terça-feira, é em protesto contra a proposta de regulamento de carreiras da administração e por aumentos salariais, segundo o Correio da Manhã. A paralisação abrange revisores e trabalhadores e trabalhadoras das bilheteiras.

A CP anunciou que são esperadas “perturbações significativas a nível nacional em todos os serviços” nos dias da greve e que foram decretados serviços mínimos de 25%. Em comunicado, o sindicato critica a “recusa de diálogo e a inoperância, há vários meses, na resolução dos problemas dos trabalhadores por parte do conselho de administração da CP”.

Nova greve na IP

A plataforma de sindicatos anunciou à Lusa que os trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) vão avançar para mais dois dias de greve, sendo o pré-aviso entregue na próxima semana. A decisão foi tomada face à falta de respostas do Governo.

António Salgado, presidente do SINFA, disse à Lusa: “As datas exatas ainda não estão definidas, mas serão indicadas no pré-aviso que irá dar entrada na próxima semana. Mas será um dia na última semana de junho e outro na primeira de julho”.

Os trabalhadores da IP e associadas, reivindicam aumento dos salários, contratação de mais trabalhadores, cumprimento integral do clausulado do acordo coletivo de trabalho (ACT), atualização do valor do subsídio de refeição, integração do abono de irregularidade de horário com conceito de retribuição e a atribuição de concessões de viagem no operador de transportes CP a todos os trabalhadores da IP e participadas.

Segundo a Lusa, também está em causa a abrangência das deslocações e horas de viagem dos trabalhadores, o ajuste do subsídio de refeição nas ajudas de custo, a atribuição de isenção do horário de trabalho aos colaboradores cujo serviço justifique e a alteração das quotas na classificação de "bom" e "muito bom" para efeitos de promoção na carreira técnica.

Os trabalhadores criticam ainda a falta de produtos de limpeza e higiene e pedem melhores condições de segurança nas instalações sociais e locais de trabalho.

A plataforma que representa os trabalhadores da IP e das participadas é constituída pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF) e pelos sindicatos Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas (FENTCOP), Nacional Democrático da Ferrovia (SINDEFER), Independente dos trabalhadores Ferroviários, das Infraestruturas e Afins (SINFA), Independente Nacional dos Ferroviários (SINFB), Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins (SIOFA), Nacional de Quadros Técnicos (SNAQ) e dos Transportes Ferroviários (STF).

Na greve de 2 de junho circulação reduziu-se aos serviços mínimos

Os trabalhadores da IP realizaram uma paralisação de 24h na passada quarta-feira, 2 de junho, que reduziu a circulação de comboios aos serviços mínimos de 25%, tanto na CP, como na Fertagus.

Júlio Marques da ASCEF disse então à Lusa: “A CP tinha previsto 1.368 comboios para este dia e terão sido realizados apenas 341”. Na circulação de mercadorias, circularam “dois ou três comboios de matérias perigosas”, segundo a ASCEF. Também não houve “qualquer trabalho de manutenção das vias” ao longo do dia, o que significa que “houve uma adesão muito grande por parte de todo o pessoal da IP”, segundo o SINFA.

António Salvado do SINFA declarou à agência: “Não recebemos qualquer ‘feedback’. Os sindicatos vão reunir na sexta-feira e irão decidir, provavelmente, novas formas de luta. Há que fazer uma avaliação desta greve e anunciar novas medidas”.

E, António Pereira do SINFB afirmou: “Esperamos que o Governo tenha tomado boa nota desta greve, para ver se consegue resolver o problema. Se tivermos de meter mais greves, metemos. Mas queremos é resolver os problemas pelo bem e pelo diálogo”.

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