Os trabalhadores da CP e da Infraestruturas de Portugal (IP) estarão em greve esta quinta-feira, 27 de maio, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF) e pela FECTRANS.
Esta paralisação de 24 horas reivindica o aumento dos salários para os trabalhadores do setor ferroviário e das infraestruturas ferroviárias e rodoviárias, bem como a contratação de trabalhadores e, no caso da IP, o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.
A administração da CP avisou que espera especial incidência na circulação dos comboios urbanos e que vai permitir o reembolso ou revalidação sem custos dos bilhetes já adquiridos para viagens nos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Interregional e Regional. Citada pela agência Lusa, acrescenta que apesar de a greve estar marcada para entre as 0h e as 24h de quinta-feira, “o impacto na circulação poderá estender-se para além desse período, nomeadamente ao final do dia 26 de maio e às primeiras horas da manhã de dia 28 de maio”.
Segundo o SNTSF, “o tribunal arbitral deu razão ao Sindicato no que se refere a serviços mínimos deliberando no sentido do nosso pré-aviso, de que só se tem de garantir a segurança de instalações e equipamentos, garantir a circulação de comboios de mercadorias com matérias perigosas e na IP TELECOM alguns serviços de prevenção”.
A greve contará com duas concentrações: em Lisboa, às 10h30 em frente ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação; e no Porto, às 9h30 em frente à estação de São Bento.
Ao contrário do Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários, que suspendeu a greve parcial que tinha convocado para esta terça-feira, o SNTSF considera que “não houve alteração às reivindicações dos trabalhadores que justifique desistir da luta”.
“Enquanto as administrações, o governo e outros, através da comunicação social encenam estratégias de desmobilização e divisionismo, nós apelamos aos trabalhadores que se unam para termos uma forte participação na luta pela valorização dos salários e por melhores condições de vida e de trabalho”, afirma o sindicato.