A Fiequimetal entregou um pré-aviso de greve ao trabalho suplementar que abrange o período entre as 00:00 horas de 01 de janeiro e as 24 horas de 31 de dezembro de 2024. Este período é naturalmente prolongado ou antecipado no caso nomeadamente dos horários dos turnos que se iniciem nesta data mas se estendam para além dela ou que tenham começado antes mas terminem no período de greve.
A federação sindical representa trabalhadores das indústrias metalúrgicas, químicas, de material elétrico, farmacêutica, celulose, papel, gráfica, imprensa, energia e minas e volta assim a convocar uma greve que tem repetido desde o período da troika “em protesto contra a redução do valor do trabalho extraordinário”.
É isto que explica à Lusa Joaquim Gervásio, dirigente desta estrutura sindical, que acrescenta que a greve “abrange todos os trabalhadores dos setores que surgem no nome da Federação” o que “basicamente é grande parte da indústria do país”.
A paralisação é dirigida a qualquer trabalho em dia feriado que, por escala, seja considerado dia normal de trabalho. E os objetivos fixados pela Fiequimetal são a efetivação do descanso compensatório e das percentagens de acréscimo remuneratório do trabalho prestado em dia feriado, pela negociação da Contratação Coletiva e respeito pelos direitos individuais e coletivos dos trabalhadores, contra o desemprego e pelo emprego de qualidade com direitos.