Os trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) protestaram na quarta-feira em Lisboa e prometeram continuar a luta contra o processo de reestruturação da empresa aderindo à greve geral de 22 de março.
O plano de reestruturação da empresa põe em risco três das nove oficinas da empresa de reparação de material ferroviário – Barreiro, Guifões e Vila Real de Santo António – e cerca de 400 postos de trabalho.
“Não podem vir todos os dias para a televisão dizer que é preciso produzir mais e […] depois reduzir o número de pessoas, contratar e alugar material a Espanha, retirando trabalho às oficinas da EMEF”, afirmou à Lusa Filipe Marques, do sindicato dos ferroviários.
O protesto dos trabalhadores da Emef começou no Largo Camões e seguiu para São Bento, ao som de palavras de ordem como “a luta continua nas empresas e na rua” e “Passos escuta, a EMEF está em luta”.
Na opinião do coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, o plano de reestruturação “é um crime que se está a fazer à EMEF”. O sindicalista disse que o facto de o governo ter permitido que os trabalhadores da TAP mantenham os salários “é mais um exemplo de que vale a pena lutar”, afirmando acreditar que, “mais tarde ou mais cedo, vamos conseguir que este governo recue e que todos os direitos sejam salvaguardados”.