EMEF vai despedir 400 pessoas

19 de dezembro 2011 - 16:34

Segundo avança a edição on-line do jornal Sol, a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) vai despedir 383 trabalhadores nos próximos dois anos.

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Estes encerramentos compulsivos de linhas ferroviárias é sobretudo consequência do acordo que PSD, CDS e PS assinaram com a troika, sabendo-se que mais de 800 km de linhas de caminho de ferro irão ser encerradas nos próximos anos “sem que seja apresentado estudo algum que fundamente a escolha dos serviços que irão ser encerrados”, sublinha o Bloco. Foto de Paulete Matos.

De acordo com o plano de atividades da empresa totalmente detida pela CP, ao qual o SOL teve acesso, já no próximo ano serão 203 trabalhadores a sair da empresa. Em 2013, sairão mais 180 funcionários.

No total, desde o início de 2009 até ao final de 2013, a empresa terá cortado 750 postos de trabalho, ficando com 870 trabalhadores. “O ajustamento dos recursos humanos constitui um objetivo desta administração”, lê-se no documento, citado pelo jornal.

A administração de Carlos Frazão decidiu, com a aprovação da CP, fechar as oficinas da Figueira da Foz e de Guifões, e ainda transferir a operação do Barreiro para o Poceirão, já em 2012.

O plano deixa ainda em aberto a possibilidade de aumentar o número de despedimentos, pois o previsto pode “perder atualidade a qualquer momento”. O “cancelamento da operação comercial da CP” é uma das principais justificações para este corte.

Ainda em Agosto, o Bloco de Esquerda apresentou um projeto de resolução no parlamento contra o fecho das oficinas da Figueira da Foz, lembrando que a bancada bloquista já tinha alertado para o continuado desinvestimento nos meios de produção destas oficinas, situação que serviu de pretexto para o seu encerramento. O projeto acabou por ser rejeitado pela maioria de direita e com a abstenção do PS, na votação que teve lugar no final de Outubro.

Este encerramento terá também “graves reflexos no serviço da CP, visto que estas oficinas prestavam apoio ao serviço de transporte ferroviário da região centro”, diz o Bloco, chamando também a atenção para o encerramento de diversos ramais, como o ramal da Lousã ou o troço de Alfornelos e Pampilhosa, assim como para redução do serviço na linha do Oeste ou dos comboios entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Estes encerramentos compulsivos de linhas ferroviárias é sobretudo consequência do acordo que PSD, CDS e PS assinaram com a troika, sabendo-se que mais de 800 km de linhas de caminho de ferro irão ser encerradas nos próximos anos “sem que seja apresentado estudo algum que fundamente a escolha dos serviços que irão ser encerrados”, sublinha o Bloco.