Os trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda estão em greve esta segunda e terça-feira em todo o país para reclamar aumentos salariais de 15% com o mínimo de 150 euros. A greve é de quatro horas por cada turno e foi a resposta dos trabalhadores à proposta patronal que consideram “uma afronta”. A administração começou por propor um aumento de dois euros, tendo evoluído na reunião da passada sexta-feira para os 38 euros.
Presente na concentração realizada em frente às instalações da Casa da Moeda em Lisboa, o secretário-geral da CGTP afirmou que esta proposta fica “muito aquém daquilo que é o caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores”, cuja proposta visa combater “aquilo que é o aumento brutal de custo de vida”, afirmou Tiago Oliveira.
Em declarações à agência Lusa, o líder sindical acusa o Governo de nem sequer cumprir “com aquilo que ficou acordado no acordo de rendimentos e que estipula para o aumento do salário médio na ordem dos 4,7%”.
“Quem está a ser prejudicado na maioria são os trabalhadores, são os reformados, são os jovens que amanhã irão entrar para o mundo do trabalho e aquilo com que se deparam, é precariedade, desregulação dos horários de trabalho, salários baixos e um custo de vida cada vez mais impossível de acompanhar”, acrescentou o secretário-geral da CGTP.