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Trabalhadoras que produzem para Gap e H&M sofrem abusos físicos e sexuais

De acordo com dois relatórios divulgados por sindicatos e grupos de direitos humanos, mais de 540 trabalhadoras de fábricas asiáticas que abastecem a Gap e H&M descreveram incidentes de ameaças e abusos físicos e sexuais.

A 28 de maio, uma coligação de sindicatos, organizações de direitos laborais e humanos, que inclui a Asia Floor Wage Alliance (AFWA), CENTRAL Cambodia, Global Labor Justice, Sedane Labour Resource Centre (LIPS) Indonesia, and Society for Labour and Development (SLD) India, divulgou dois relatórios que revelam a violência baseada no género nas cadeias de abastecimento da H&M e da Gap.

Mais de 540 trabalhadores de fábricas do Bangladesh, Cambodja, Índia, Indonésia e Sri Lanka, que abastecem as duas cadeias de roupa, descreveram, entre janeiro e maio deste ano, incidentes de ameaças e abusos físicos e sexuais. Os autores dos relatórios assinalam que estas situações resultam diretamente da pressão da indústria para cumprir prazos e baixar custos.

Tola Moeun, diretora do Central Cambodia, afirmou que o abuso é uma realidade diária para as trabalhadoras do setor têxtil, obrigadas a responder a metas irrealistas nas cadeias de fornecimento da H & M e da Gap.

Também Jennifer Rosenbaum, diretora da Global Labor Justice, dos EUA, referiu que “devemos entender a violência baseada no género como um resultado da estrutura global da cadeia de abastecimento” que cria “metas de produção irracionais”, e resulta na exploração intensiva das trabalhadoras.

A Gap e a H&M já reagiram, garantindo ao The Guardian que irão investigar as denúncias de abusos.

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