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Toni Morrison (1931-2019)

Toni Morrison, Nobel da Literatura, morreu esta segunda-feira, aos 88 anos, em Nova Iorque.
Fotografia: commons/wikimedia.org
Fotografia: commons/wikimedia.org

Nascida em 1931 em Lorain, Ohio, Toni Morrison estreou-se como autora pouco antes dos 40 anos, em 1970, com “The Bluest Eye”. Depois deste romance, baseado numa história de infância, de uma criança negra que desejava ter olhos azuis e que foi violada pelo pai, seguiram-se “Sula” (1973), “Song of Solomon” (1977), “Tar Baby” (1981) e “Beloved” (1987), que mereceu o prémio Pulitzer em 1988. Os seus romances davam voz a personagens negras, convocando para o território literário questões relacionadas com racismo, segregação e minorias.

Em 1993, Morrison venceu o Prémio Nobel da Literatura, tendo sido a primeira autora negra a fazê-lo. No momento da atribuição, a Academia Sueca sublinhou a presença da tradição afro-americana na obra e a a transposição desse património cultural para romances sobre redenção e integridade.

Em 2012, foi condecorada com a medalha da Liberdade por Barack Obama, na altura presidente dos Estados Unidos.

O seu último romance foi publicado em 2014, “Deus Ajude a Criança”.

Em 2016, escreveu um ensaio a propósito de Trump, dizendo que a sua eleição para a presidência dos Estados Unidos representava aquilo que os brancos estavam dispostos a fazer para manterem um estatuto.

A obra de Morrison mergulha na América e nas questões de desiguladade racial do país, focando ainda nas desigualdades de género, alcançando a complexidade das culturas através da incorporação do elemento social enquanto elemento interno das estruturas narrativas. Ou seja, fundindo texto e contexto, o elemento social permitia à autora fundar a narrativa, ao invés de simplesmente a potenciar.

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