Técnicos superiores de diagnóstico em greve

21 de fevereiro 2024 - 12:05

Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica do SNS estão em greve nos dias 21 e 22 de fevereiro. Lutam pelo correto reposicionamento remuneratório da carreira e por melhores salários. Mariana Mortágua diz que “não há razão para a guerra que a maioria absoluta abriu contra estes trabalhadores”.

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Protesto dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.
Protesto dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica. Foto de André Kosters/Lusa.

A greve dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica foi inicialmente convocada pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), afeto à CGTP. Entretanto, o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (Sindite) e a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), afetos à UGT, juntaram-se também a esta luta. 

Esta quarta-feira, 21 de fevereiro, os trabalhadores realizaram uma concentração entre as 11h e as 14h em frente ao hospital de S. João, no Porto, onde está também sediada a Comissão Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Na quinta-feira, 22 de fevereiro, a concentração é em Lisboa, também entre as 11h e as 14h, em frente ao Ministério da Saúde. 

Em causa está a incorreta aplicação da lei que introduziu alterações às regras de transição e reposicionamento remuneratório da carreira, a incorreta aplicação, até à presente data, da circular conjunta Administração Central do Sistema de saúde e da Direção-Geral do Tesouro e Finanças aos técnicos em regime de Contrato Individual de Trabalho e a incorreta atribuição de pontos, no valor de 1,5 pontos/ano, que resulta da avaliação de desempenho dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica.

Em comunicado, o presidente do STSS, Luís Dupont, afirma que “os profissionais estão cansados de promessas vãs”. 

“Tudo tem um limite, sobretudo quando a razão está do lado dos trabalhadores, que não podem esperar mais para manifestar o desagrado e revolta, pois a maioria das instituições, com a aplicação da circular, provocaram o caos e a desigualdade entre os profissionais, nomeadamente, por subsistir a indefinição sobre a atribuição de 1,5 pontos por parte do Ministério da Saúde” refere o sindicalista.

Esta greve abrange os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que trabalham no Serviço Nacional de Saúde, estando assegurados os serviços mínimos previsto na lei.

“Não há razão para a guerra que a maioria absoluta abriu contra estes trabalhadores”

Mariana Mortágua fez questão de ir demonstrar solidariedade para com estes trabalhadores na concentração no Porto, por ser uma luta pelo “direito ao trabalho com direitos e uma remuneração justa” e por ser em defesa do acesso ao SNS.

Mariana Mortágua na concentração dos TSDT no Porto
Mariana Mortágua na concentração dos TSDT no Porto. Foto Esquerda.net

A coordenadora do Bloco partidária culpa o Governo por não ter aplicado a lei aprovada na Assembleia da República em 2021 que clarificou uma situação “que se arrastava desde 2017”, fazendo com que cheguem a tribunal “processos por questões tão simples como ser reconhecido o ponto e meio na carreira”. Para ela, os trabalhadores “têm razão” e prova disso é que “estão a ganhar os processos de tribunal”. Assim, “não há razão para esta guerra que a maioria absoluta do Partido Socialista abriu com profissionais que são essenciais ao funcionamento da democracia”.

Questionada sobre o facto de o Governo estar em gestão, clarificou que não se trata “de uma medida nova mas do cumprimento de uma lei”, havendo “entidades do SNS que respeitam a lei e que aplicam os pontos necessários à progressão na carreira” e “outras entidades que se recusam a fazer”.