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TAP: "É o momento de responsabilidade, não de manter linha seguida pelo privado"

A companhia aérea vai retomar vários voos e, no verão de 2021, serão criadas seis novas rotas a partir de Lisboa. Porto contará apenas com uma nova rota, em dezembro, para a ilha do Sal, em Cabo Verde. Bloco requereu audição parlamentar do Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.
Aviões da TAP
Aviões da TAP. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.

A notícia é avançada pelo Jornal de Notícias, que dá conta da reação de Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto (ACP). O responsável tece fortes críticas à administração da TAP e ao Governo, lembrando que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, tinha assumido o compromisso de contrariar a centralização da empresa e que o próprio primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o plano inicial de rotas desenhado pela TAP "não tinha credibilidade".

"O país está completamente anestesiado e o Governo, aparentemente, demitiu-se de ter qualquer opinião nas decisões estratégicas de retoma de voos da TAP", defende Nuno Botelho, acrescentando que “é de uma completa inutilidade o dinheiro injetado na TAP".

O presidente da ACP afirma ter deixado de acreditar nas intenções da empresa: "O pior ainda está para vir, porque o dinheiro que vai ser necessário injetar na TAP será mais do que os portugueses já injetaram no Novo Banco e é isso que me assusta enquanto português e empresário", frisa.

Em outubro, o Aeroporto Humberto Delgado volta a contar com rotas para Bilbau, Oslo, Chicago, Porto Alegre, Natal e Maputo. Por sua vez, Paris, Londres ou Sevilha, assim como São Paulo e Rio de Janeiro terão um maior número de voos para Lisboa.

"É o momento de responsabilidade, não de manter a linha seguida pela administração privada"

Sublinhando que "Miguel Frasquilho diz que não quer uma 'TAPzinha' mas recusa falar dos despedimentos e deixa de fora o Porto no plano de retoma", Isabel Pires aponta que o Bloco chamou ao Parlamento o Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

"É o momento de responsabilidade, não de manter a linha seguida pela administração privada", frisou a deputada bloquista.

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