Reformados

Suplemento extraordinário do governo não resolve pensões baixas dizem associações

15 de agosto 2024 - 18:16

Com mais de 1,5 milhões de pensões abaixo do limiar de pobreza, um apoio esporádico não resolve nada dizem a Apre e a Murpi. Defendem que são necessárias soluções estruturais que permitam viver com dignidade.

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Reformado
Reformado. Foto de Paulete Matos.

As associações de reformados e pensionistas concordam que o suplemento extraordinário para as pensões mais baixas anunciado na quarta-feira pelo primeiro-ministro fica longe de resolver os problemas das reformas, defendendo que são necessárias soluções estruturais.

A presidente da Apre, Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, Maria do Rosário Gama, esclarece à Lusa que “é uma situação pontual, não é estrutural, ou seja, começa e acaba no mesmo mês, paga-se em outubro e já não será paga mais vezes e, portanto, não resolve o problema das pessoas com pensões muito baixas”.

A dirigente associativa lembra que há mais de 1,5 milhões de pensões abaixo de 500 euros enquanto o limiar de pobreza é de 591 euros. Para ela, “uma pensão abaixo de 500 euros não permite viver com dignidade, nem sequer permite, por exemplo, pagar uma instituição onde possa ser internada”.

Portanto, afirma, “o que nos preocupa é o facto de não haver um aumento de pensões que possa fazer com que não haja reformados com pensões abaixo dos 591 euros”.

Isabel Gomes, presidente da direção da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI), concorda que “não resolve nada” e “são apenas pensos rápidos que vão colocando”.

Esta organização defende, para este ano, um aumento de pensões de 7,5% sobre o valor de dezembro, num mínimo de 70 euros.

Diz ainda que “obviamente que as pessoas ficam contentes” com a medida mas isso “não traz nada de novo, porque no mês seguinte vão voltar a ter os mesmos problemas”.

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