Na cidade do Porto a partir desta quarta-feira e até ao próximo domingo (5 de Março), haverá menos autocarros a circular. Os motoristas da STCP iniciam uma greve às horas extraordinárias como forma de protesto contra as medidas de austeridades que afectam o sector dos transportes.
Em declarações à TSF, Jorge Costa, presidente do sindicato nacional de motoristas, alertou para as perturbações que este protesto vai provocar na circulação dos autocarros. “Poderá haver alguns horários em que a STCP recorre a este tipo de trabalho para fazer reforço das linhas, nomeadamente em algumas horas de ponta, e poderá afectar aquelas frequências que são de dez em dez minutos e passarão a ser de 15 ou 20”, referiu Jorge Costa.
Já os trabalhadores da empresa Soflusa, responsável pelas ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, aprovaram também, esta terça-feira, uma greve de três horas por turno para o dia 23 de Março, exigindo o cumprimento do acordo de empresa.
"A decisão dos trabalhadores foi exactamente igual aos trabalhadores Transtejo, ou seja, uma greve no dia 23 de Março, nos moldes habituais de três horas por turno, greve de 60 dias às horas extraordinárias, que começa às 0h do dia 23 de Março, bem como greve às deslocações para fora do rio Tejo", disse à Lusa o dirigente sindicato do sector José Augusto.
Segundo o sindicalista os trabalhadores exigem o cumprimento do que foi celebrado entre as partes no acordo de empresa. "Exigem o cumprimento integral do Acordo de Empresa pois uma comunicação feita aos trabalhadores revelou que a empresa iria aplicar a lei do orçamento que entra em contradição com o que está estabelecido no acordo, em casos como o pagamento do valor hora ou o valor do trabalho extraordinário", explicou.
Sobre uma eventual conversa entre as partes que possa vir a impedir estas novas medidas de luta, José Augusro referiu que a Soflusa não se mostrou muito aberta a dialogar. "A empresa não se mostrou aberta a negociar, ao contrário de outras empresas como a REFER que vai aplicar o que está estabelecido no acordo de empresa", disse.
Na véspera, os trabalhadores da Transtejo, responsável pelas restantes ligações no rio Tejo entre Lisboa e a Margem Sul, também aprovaram as mesmas medidas que foram aprovadas na terça-feira na Soflusa.