O filme de Spike Lee conta a história verdadeira de um polícia negro que se infiltra na mais famosa organização racista norte-americana nos anos 1970.
Na cerimónia em que Spike Lee recebeu o prémio de melhor argumento adaptado, este fez questão de lembrar que “as eleições presidenciais de 2020 estão aí à porta”, apelando à participação. Para o realizador de 61 anos será preciso “estar do lado certo da história” porque há uma “escolha moral” a fazer “entre o amor e o ódio”. Por isso Vamos fazer a coisa certa! Sabem que eu tinha de falar nisto.
Os tradicionais agradecimento também foram politizados. Partindo do pretexto de fevereiro ser nos Estados Unidos o Black History Month, mês dedicado à história negra, recordou que há 400 anos os seus antepassados foram sequestrados da “Mãe África e levados para Jamestown, na Virgínia, para serem submetidos à escravatura” e que a sua avó, que viveu até aos 100 anos, foi diplomada na Universidade “apesar da sua mãe ter sido uma escrava”. Lee agradeceu à sua mãe ter-lhe permitido estudar cinema e prestou homenagem “a estes antepassados que ajudaram a construir este país”. E não deixou ainda de falar sobre “o genocídio que foi cometido contra o povo indígena.”
Trump respondeu-lhe mais tarde pela sua via habitual, o twitter. O Presidente dos EUA queixou-se que a declaração de Spike Lee foi "um golpe racista contra o vosso presidente." E alegou ter feito mais pelos afro-americanos "do que qualquer outro presidente".
Notícia atualizada às 13.59 com as declarações de Trump.