SOS Racismo espera “justa condenação” após agressão sobre casal brasileiro

08 de janeiro 2024 - 10:32

Associação refere que caso “é importante não por ser isolado mas por se somar a frequentes relatos de agressão a elementos de comunidades migrantes, pessoas racializadas e LGBTQIA+”, revelando “a presença do racismo, xenofobia e homofobia na nossa sociedade”.

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Foto Ivan Radic, Flickr.

Em comunicado, a associação SOS Racismo lembra que, no passado dia 30 de dezembro, na área do Cais de Gaia em Vila Nova de Gaia, um casal de dois jovens de nacionalidade brasileira foram brutalmente agredidos por um grupo de dez indivíduos que lhes pediu dinheiro.

Após terem sido violentamente agredidas fisicamente, com lesões que incluíram a face e o crânio, as vítimas, ainda no local, solicitaram a assistência da Polícia de Segurança Pública, que
“segundo as mesmas, e perante sinais evidentes de agressão, tardaram em responder com
rapidez para alcançar os agressores, permitindo apenas a identificação de seis destes”. As vítimas acabaram por ser assistidas no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

A SOS Racismo assinala que “este é mais um lamentável episódio de agressão violenta com motivações com provável teor racista, xenófobo e homofóbico”.

“É importante não por ser isolado mas por se somar a frequentes relatos de agressão a elementos de comunidades migrantes, pessoas racializadas e LGBTQIA+ e que revela a presença do racismo, xenofobia e homofobia na nossa sociedade”, continua.

A associação anti-racista o refere ainda que parece igualmente gravosa “a resistência transparecida pelos profissionais da força policial presentes, garantes do funcionamento do estado naquele contexto e protectores de todos os cidadãos em território nacional”.

Solidarizando-se com as vítimas deste episódio concreto, a SOS Racismo espera que “a denúncia
realizada e processo instaurado conduza a uma justa condenação”, bem como que este
processo “tenha eco na sociedade e dentro das forças policiais”.

“Portugal deve e tem de ser seguro para estes cidadãos e todos os que nele queiram viver de forma justa e igualitária, livres de racismo, xenofobia e homofobia”, defende a associação.