Aximage, Centro da Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica de Lisboa e Intercampus. As três empresas de sondagens fizeram recentemente sondagens encomendadas por alguns dos principais órgãos de comunicação social do país e os resultados vão no mesmo sentido: a sociedade portuguesa está do lado da luta dos professores.
Na sondagem do Centro da Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica de Lisboa, feita para o Público, os inquiridos responderam sobre “que nota de 0 a 20” davam ao desempenho do Governo e dos sindicatos. Enquanto há uma média de 42% de avaliações positivas para o Governo, que resultam numa média de 7,7, os professores atingem 72%, numa média de 11 valores. Esta foi realizada entre 9 e 17 de Fevereiro, portanto no terceiro mês da greve por tempo indeterminado do STOP, depois das greves rotativas por distritos da plataforma que junta oito sindicatos e de várias manifestações.
Questionados sobre “quem tem tido a melhor postura para se chegar a uma solução: Governo ou sindicatos?”, os inquiridos voltaram a criticar esmagadoramente a posição do executivo, com apenas 20% a escolhê-lo contra 57% que preferem os esforços dos sindicatos para chegar a uma solução.
Mas mais ainda do que a validação da atuação dos sindicatos, a sondagem mostra um forte apoio ao conteúdo da luta: 84% dos inquiridos consideraram as reivindicações dos professores como “justas” e apenas 12% disseram serem “injustas”.
Este sábado, a sondagem da Aximage para Jornal de Notícias, Diário de Notícias e TSF especificava que 63% dos inquiridos eram a favor de uma das exigências centrais deste processo de luta: a recuperação integral do tempo de serviço dos professores. Enquanto que 38% diziam que isto deveria ser feito de forma faseada, 25% responderam que deve ser feito imediatamente. 29% respondeu que “deve haver cedências de ambas as partes e que só uma parte do tempo deve ser recuperada” e apenas 8% manifestaram discordância com a recuperação do tempo de serviço.
Nesta pesquisa, 65% mostraram concordar com as greves que têm vindo a decorrer e só 18% discordaram. Mas 71% também disseram concordar com a existência de serviços mínimos (35% “concordam totalmente” e 36% “concordam”). A maior parte desta amostra (58%) tinha crianças ou jovens no núcleo familiar. 67% destes responderam que os alunos estarão a ser afetados pelas greves.
Outra sondagem ainda, esta da Intercampus feita para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios volta a ir no mesmo sentido. Perto de 80% dos inquiridos pensa que os professores têm razões para estarem “tão insatisfeitos” e só 15% diz que não. Os resultados desta sondagem foram mais “apertados” no que diz respeito à frequência das greves e manifestações. Uma maioria de 51,7% concordava com esta frequência, ao passo que 42,9% pensava que os protestos poderiam estar a ir longe demais. No país, era no Algarve (com 63%) e em Lisboa (com 52%) que mais se apoiava a frequência das ações de protesto.