Fátima Messias, da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (FEVICCOM), disse à agência Lusa que a federação sindical soube do plano da empresa porque, dado o elevado número de trabalhadores de que a Soares da Costa se quer livrar (740 em Portugal e 200 expatriados), o governo tem de ouvir previamente os parceiros sociais para decidir a autorização do levantamento do tecto das rescisões “por mútuo acordo”.
Fátima Messias declarou à Lusa: “O que nos parece é que a pretexto e sendo verdade o estado grave da nossa economia, é que o estado actual das coisas está a ser aproveitado para reduzir de uma forma desumana e inaceitável o número de trabalhadores que pertencem aos quadros”.
Segundo a CT da Soares da Costa, a empresa já rescindiu com mais de 100 trabalhadores, sendo o limite máximo 80, mas “nem todos foram para o centro de emprego”, uma vez que se encontravam no “limiar da reforma”.
Segundo a agência Lusa, e de acordo com o relatório e contas de 2010 do grupo Soares da Costa, o número médio de trabalhadores do grupo foi em 2010 de 5.952 trabalhadores, menos 215 do que em 2009, a empresa de construção é “o principal empregador do grupo” com 3.775 trabalhadores.
A empresa Soares da Costa teve em 2010 lucros no montante de 15,6 milhões de euros e um volume de negócios superior a 893,5 milhões de euros (380,2 milhões no mercado português e 513,3 no mercado internacional).