“Aderi hoje ao Sinn Fein”, anunciou a cantora na sua página no Facebook, sublinhando que não se podem resolver todos os problemas sem ir primeiro ao principal: “Nós não somos donos do nosso país”.
Sendo uma das vozes mais conhecidas da Irlanda, Sinead O’Connor promete que a sua voz não passará despercebida no novo ativismo partidário e começa por fazer um apelo à liderança do Sinn Fein para que siga o exemplo da Igreja Católica: “Sinto que os mais antigos do Sinn Fein terão em breve de fazer o ‘supremo sacrifício” de dar o lugar, tal como fez o último Papa”.
Mantendo o paralelo com a resignação de Bento XVI, a cantora viu esse ato como “a decisão mais inteligente” por causa da sua associação a “coisas assustadoras” no interior da Igreja. “Haveria um aumento de um zilião por cento na militância do Sinn Fein se a liderança fosse entregue aos que nasceram desde 1983/85 e a ninguém que as pessoas pudessem associar a coisas assustadoras”, prevê Sinead O’Connor.
Aos fãs que a questionaram sobre uma eventual candidatura a um cargo político, Sinead fechou a porta a tal hipótese: "Nunca me candidataria a alguma eleição. Sou uma escritora e o que farei é continuar a escrever".
“Essas coisas assustadoras pertencem onde estão agora, no passado”, defende a cantora, acrescentando que o reforço do Sinn Fein com novas caras na liderança “vai resolver o problema principal” e, logo, todos os restantes. “As pessoas estão abertas a isso agora. Um novo país. Dirigido por todos de todas as nacionalidades que vivam em todo o seu território”, conclui Sinead O’Connor na sua primeira mensagem depois de entregar o pedido de adesão ao partido histórico da luta pela independência e pelo socialismo da Irlanda, que tem ganho apoio popular com a sua oposição às políticas da troika no país. Aos fãs que a questionaram sobre uma eventual candidatura a um cargo político, Sinead fechou a porta a tal hipótese: "Nunca me candidataria a alguma eleição. Sou uma escritora e o que farei é continuar a escrever".