Extrema-direita

Sindicato dos Jornalistas repudia agressão em evento com líder do Chega

17 de janeiro 2024 - 11:16

A direção sindical considera que se trata de um “atentado contra a liberdade de Imprensa e contra a integridade física de um jornalista em funções”. Já a Católica rejeita a “manipulação deliberada das normas de acesso ao evento pelo partido convidado”.

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Foto da Universidade Católica Portuguesa.
Foto da Universidade Católica Portuguesa.

Em comunicado, a direção do Sindicato dos Jornalistas repudiou “veementemente” a agressão de que foi vítima um jornalista do Expresso num evento com o líder do Chega na Universidade Católica, considerando-a um “atentado contra a liberdade de imprensa e contra a integridade física de um jornalista em funções”.

Nesta terça-feira, tinha explicado o semanário, o jornalista fora agredido, arrastado para fora da sala e intimidado. O sindicato diz tratar-se de “uma agressão absolutamente inaceitável num estado de direito a um profissional da comunicação social, que se identificou” e lembra que é “um crime público, cometido à vista de muita gente, que tem de ser investigado e punido exemplarmente”.

A estrutura, para além de manifestar solidariedade ao colega, assegura que lhe "disponibiliza todo o apoio necessário".

Exortam-se ainda “as autoridades” a “agirem com a celeridade que um atentado destes exige e pedindo uma punição exemplar para os agressores” e questiona-se a Universidade Católica “sobre as medidas que tomou para evitar este tipo de comportamento dentro das suas instalações”.

O Sindicato dos Jornalistas declara ainda que vai “perguntar a André Ventura se o partido que lidera se revê nestas atitudes e nas insinuações intimidatórias do segurança do partido, segundo relato do Expresso, depois da expulsão violenta do jornalista da sala”. Isto enquanto André Ventura ainda se mantém em silêncio sobre o caso nas suas redes sociais.

Quem também reagiu logo esta terça-feira à noite foi a Universidade Católica que, em comunicado, igualmente repudiou qualquer tentativa de limitação do direito à informação e intimidação de jornalistas. A instituição universitária garante defender o debate esclarecido que reforça a democracia “da qual faz parte intrínseca a defesa de uma imprensa livre, independente e bem formada”.

No texto se pode ler ainda que a UCP rejeita a “manipulação deliberada das normas de acesso ao evento pelo partido convidado” porque o evento tinha sido “organizado por estudantes com o objetivo de esclarecer as propostas para o país sob a forma de um debate livre e não uma organização dos partidos”.