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Sindicato do setor da Economia Social solidário com luta dos trabalhadores da Petrogal

STSSSS acusa Galp de fechar refinaria em Matosinhos por forma a “reduzir custos para continuar a distribuir elevados dividendos aos acionistas, e para isso destruir muito emprego e capacidade produtiva do país”. E apela à concentração desta terça-feira em frente à Câmara de Matosinhos.
Galp. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social (STSSSS) expressa a sua solidariedade com a luta firme pelos direitos dos trabalhadores, contra o encerramento da refinaria em Matosinhos e os despedimentos anunciados.

“Com o fecho da refinaria em Matosinhos, a Galp pretende apenas reduzir custos para continuar a distribuir elevados dividendos aos acionistas, e para isso destruir muito emprego e capacidade produtiva do país”, acusa a estrutura sindical.

O STSSSS refere que a Galp, assim como os respetivos acionistas, “têm gozado de um verdadeiro regime de exceção e de apoio do Estado em Portugal”.

“Apesar disso, para manter os elevados lucros que tem, anuncia que vai encerrar a refinaria em Matosinhos e lançar no desemprego mais de 400 trabalhadores diretos e pôr em perigo o posto de trabalho de mais de 1.100 trabalhadores indiretos”, escreve o Sindicato.

O STSSSS lembra ainda que, apesar da remuneração média dos trabalhadores em Portugal ser cerca de metade da média da UE, a Galp “impõe preços aos consumidores portugueses que são superiores aos preços médios praticados na União Europeia, perante a passividade do governo e do regulador que nada fazem e tudo permitem, arrecadando elevados lucros que depois os distribui aos seus acionistas sob a forma de dividendos cujos valores são, no mínimo, chocantes”.

No final da missiva, o STSSSS apela à participação na concentração convocada pela Comissão de Trabalhadores e Sindicatos para esta terça-feira, em frente à Câmara Municipal de Matosinhos.

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