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Sementeira reabre portas do Cinema Ícaro este fim de semana

Um ano depois do Desobedoc, a sala de cinema de Viseu volta a ser ocupada por filmes e gente. É a sétima edição da Sementeira, de sexta a domingo, organizada pelo Bloco de Esquerda.
Sementeira

O ambiente, os fascismos, o interior, a luta LGBTI+ e os feminismos são temas abordados na programação da sétima edição da Sementeira, uma iniciativa cultural promovida pelo Bloco, que passou do centro histórico de Viseu para a histórica sala de cinema encerrada e algumas das lojas vazias das Galerias Ícaro.

Na noite de abertura, é o punk que estará em destaque, com a projeção do filme “Um Punk Chamado Ribas”, de Paulo Miguel Antunes, que estará presente na sessão. Trata-se de um documentário sobre o falecido João Ribas, músico que esteve na origem das bandas Tara Perdida, Censurados e Ku de Judas, tendo ainda participado em vários outros projectos como Kamones e Osso Ruído.

A seguir ao filme, há concerto punk “Do it Yourself” com a participação de músicos como António Baptista (Basalto, Angriff), António Fonseca (Zurrapa, Nexo, DaFonseca, Xunga Revenge), Miguel Maia (Old Skull Inn), Nuno Mendonça (Zurrapa, Basalto), Pedro Sales (Zurrapa, Inercia, Verniz, Arco Da Velha, On A Plain, Luna Celta), Rui Costa (Dr. Molotov, Inercia, Madame Limousine, Arco Da Velha, On A Plain, Luna Celta) e Vitor Vicente (Shiver, Bastardos do Cardeal).

No sábado, dia 28 de setembro, há workshops e leitura de contos e poesia para crianças a partir das 10h. Às 17h30 será exibido o documentário “O Silêncio dos Outros”, um retrato da luta das vítimas do franquismo, em Espanha, e um dos mais importantes e premiados documentários do ano. Realizado por Almudena Carracedo e Robert Bahar, e produzido por Pedro Almodóvar, o filme conquistou o Goya de Melhor Documentário e venceu o Prémio do Público da secção Panorama no Festival de Berlim. A sessão será comentada por Fernando Rosas.

Ainda no sábado, pelas 21h30, passa em estreia da curta-metragem “O dia em que marchamos”, de João Figueiredo e Inês Cortes, sobre a realização da primeira Marcha de Viseu pelos direitos LGBTI+, que contou com mais de mil pessoas. Segue-se a exibição de “Un Chant D’Amour”, de Jean Genet, um ensaio poético sobre a homossexualidade musicado ao vivo pela Ana Deus e Guilherme Magalhães. Há ainda uma performance com a interpretação do texto “O Meu Transgénero é um campo de batalha”, um manifesto “que ataca o binarismo de género com a acutilância política e o lirismo indomável que o caracterizavam”, escrito por Sérgio Vitorino e de António Alves Vieira. A noite termina com mais um concerto, e o convidado é o músico Filipe Sambado.

No domingo, o Bloco organiza na Pousada de Viseu o seu “mega-almoço do Interior”, uma iniciativa da campanha para as legislativas com a presença de Catarina Martins e da candidata bloquista pelo círculo de Viseu, Bárbara Xavier.

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