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Seis polícias constituídos arguidos na investigação sobre abuso de força que matou mulher

Seis dos sete agentes da PSP envolvidos na morte de uma mulher inocente na madrugada de quarta-feira no Bairro da Encarnação foram constituídos arguidos. Jorge Falcato questiona: "quando é que os polícias se convencem que não existe pena de morte em Portugal?"
Foto de Paulete Matos.
Foto de Paulete Matos.

Seis dos sete agentes da PSP envolvidos na morte de uma mulher inocente na madrugada de quarta-feira no Bairro da Encarnação foram constituídos arguidos.

Os agentes foram questionados pela Polícia Judiciária e apenas um não foi constituído arguido. Cinco agentes dispararam 30 tiros contra um carro onde seguida a vítima por, alegadamente, o condutor não ter parado quando ordenado.Todas as armas estão agora na posse da Polícia Judiciária, que está a investigar o caso.

O verdadeiro carro suspeito que participou no assalto ao Multibanco em Almada bem como na perseguição na segunda circular foi já localizado. 

A bala que matou a mulher vai ser fulcral na investigação, já que permite identificar o autor do disparo. A TVI confirma que o projétil ficou no corpo da vítima e que a autópsia será feita em breve no Instituto de Medicina Legal de Lisboa.

O deputado Jorge Falcato questionou no facebook a atuação da polícia: "Quando é que os polícias se convencem que não existe pena de morte em Portugal?", questiona. E relembra que a lei em vigor - DL n.º 457/99 - define que "o recurso a arma de fogo contra pessoas só é permitido desde que, cumulativamente, a respectiva finalidade não possa ser alcançada através do recurso a arma de fogo, nos termos do n.º 1 do presente artigo, e se verifique uma das circunstâncias a seguir taxativamente enumeradas: 
a) Para repelir a agressão actual ilícita dirigida contra o agente ou terceiros, se houver perigo iminente de morte ou ofensa grave à integridade física; 
b) Para prevenir a prática de crime particularmente grave que ameace vidas humanas; 
c) Para proceder à detenção de pessoa que represente essa ameaça e que resista à autoridade ou impedir a sua fuga
". 

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