Os seguranças de Erdogan expulsaram um jornalista norteamericano da sala da conferência e agrediram outra jornalista no exterior, para além de terem feito provocações a um grupo de manifestantes em frente ao edifício.
Segundo os relatos de testemunhas nas redes sociais, tanto os seguranças do Instituto como os polícias no exterior tentaram proteger os jornalistas e ativistas que empuhavam uma faixa com a inscrição “Erdogan: criminoso de guerra à solta”.
Here: Turkish security tries to kick a journalist out. Brookings security protects the journalist. Moments ago pic.twitter.com/k0mATo3fh8
— ilhan tanir (@WashingtonPoint) March 31, 2016
Erdogan's detail kick out critical Turkish journo @ademyavuza out of @BrookingsInst This is happening in Washington! pic.twitter.com/UO8tXtV9E2
— Mahir Zeynalov (@MahirZeynalov) 31 de março de 2016
Na véspera dos incidentes, o presidente turco participou num encontro à porta fechada com antigos membros da administração norteamericana e figuras de proa dos principais “think tanks” dos EUA. Segundo a Foreign Police, Erdogan terá arrasado a política de Obama para a região, nomeadamente o apoio aos guerrilheiros curdos que enfrentam o Estado Islâmico na Síria e também são alvo de bombardeamentos lançados por Ancara. E deixou claro que os EUA não poderão ganhar a guerra na Síria sem apoio turco.
A agenda da visita de Erdogan a Washington passa pela presença na Cimeira de Segurança Nuclear, mas não inclui nenhum encontro com Obama, que terá recusado um encontro bilateral e estar presente com Erdogan na inauguração de uma mesquita em Maryland. Esta semana, alguns jornais turcos afetos ao regime pediam abertamente a prisão do presidente norteamericano, acusando-o de estar a preparar o derrube de Erdogan.
A presença de diplomatas norteamericanos no julgamento de jornalistas turcos também irritou o regime, que recentemente mandou a polícia invadir o maior jornal do país e substituiu a sua direção, transformando assim o Zaman no mais recente meio de comunicação social da Turquia defensor da política do presidente.