O anúncio feito esta semana pelo gigante da banca britânica HSBC, que vai despedir 10% dos seus trabalhadores até 2013, irá afectar 30 mil pessoas. No fim de Junho, o Lloyds anunciou o plano para despedir 12% da força laboral do banco agora dirigido por Horta Osório, que vai deixar mais de 15 mil no desemprego. Segundo o Diário Económico, desde o início da crise só estas duas empresas do sector financeiro já eliminaram mais de 77 mil empregos, contando com os cortes agora revelados. As estimativas da Bloomberg Industries apontam para 230 mil postos de trabalho eliminados na banca europeia desde 2007.
No mesmo dia do anúncio do HSBC, o Barclays também manifestou a intenção de cortar 3 mil postos de trabalho até ao fim do ano, juntando-se também ao parcialmente nacionalizado Royal Bank of Scotland, que despediu 28 mil trabalhadores.
Os despedimentos no sector não são exclusivos da banca britânica. Em Portugal, a população trabalhadora no sector bancário diminuiu 4% entre 2009 e 2010, passando de 59.224 para 56.844 trabalhadores. Só o BPI reduziu 9,3% dos seus trabalhadores desde 2007 até Junho passado. Números que vão aumentar com o despedimento em massa que se prepara para o BPN, agora adquirido pelo BIC, com o Estado a comprometer-se a suportar o custo dos cerca de 800 despedimentos que a nova gestão está autorizada a fazer.
Na Suíça, o segundo maior banco do país fez saber que pretende dispensar 2 mil trabalhadores. Tal como o Credit Suisse, também o UBS anunciou a intenção de despedir, mas sem avançar números.
Sector bancário lidera despedimentos este ano
03 de agosto 2011 - 11:57
O sector financeiro é responsável pela perda de 81 mil postos de trabalho este ano em todo o mundo. Os despedimentos em massa são a receita comum para responder à queda nos lucros da banca no primeiro semestre.
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Os lucros descem, os trabalhadores sofrem: HSBC anunciou que vai despedir 30 mil nos próximos dois anos. Foto Taekwonweirdo/Flickr