Secretário-geral da OEA critica lei do Arizona

18 de junho 2010 - 19:06

José Miguel Insulza criticou a lei SB1070 pelo seu "cenário inegável de discriminação contra a população latina, migrante e não migrante". Republicanos do Arizona querem aprovar uma nova lei que nega o direito de cidadania aos filhos de imigrantes ilegais.

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agreed. May Day Immigration Rally 2010 - Foto de jvoves / Flickr

A conversa privada entre o presidente Barack Obama, e a governadora do Arizona, Jan Brewer, no início do mês, resultou apenas na confirmação de que ambos concordam que a situação do sistema imigratório nos EUA é inaceitável. Enquanto isso, aumenta o coro dos críticos a lei SB 1070, que entre em vigor no dia 29 de Julho e criminaliza a imigração.

Desta vez, a critica veio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que durante o seu discurso inaugural da 15ª Assembleia Geral da OEA, realizado em Lima, considerou que a lei, assim como a chamada "directiva do retorno" da União Europeia "apontam para repreender artificialmente fenómenos que são naturais, e ambas as coisas preocuparam especialmente nossos membros".

Algumas notícias já dão conta de algum êxodo por parte da comunidade hispânica. Segundo o Superintendente do Distrito Escolar do Estado do Arizona, Jeffrey Smith, 70 estudantes foram retirados da Balsz Elementary School pelos pais, no espaço de um mês após a assinatura da lei. A escola tinha 75% de hispânicos entre os alunos, “eles estão indo para outro estado onde se sintam mais acolhidos”, completou Smith.

Após ter declarado que já ouviu falar de pessoas que estão saindo do estado mas que não sabe exactamente quantas pessoas estão indo embora por causa da SB 1070, o porta-voz da governadora do Arizona, Paul Senseman, afirmou que “se isto significa que menos pessoas estão violando a lei, é absolutamente o dever cumprido”.